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    quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Rodeando o problema

    Tenho certeza que todos já se viram pensando sobre uma mesma coisa por um período e sem conseguir parar de pensar nisso. Isso se assemelha muito a passagens em que os israelistas rodeavam montes sem sair do lugar (vide Dt 2, 3: "Vocês já caminharam bastante tempo ao redor destas montanhas; agora andem para o norte.)

    Elenco abaixo algumas semelhanças pertinentes a esta situação:

    - Queremos nos livrar de um problema/situação sem enxergar a realidade que é implícita a ele. Isso soa ou como teimosia ou como procrastinação

    - Indecisão do que fazer. Queremos abraçar o mundo, fazer tudo, tirar vantagem de tudo e evitar fazer escolhas, pois as escolhas nos fazem abrir mão das coisas que decidimos não fazer. Porém, não percebemos um fato sobre as coisas sobre as quais tínhamos dúvidas: se quiséssemos fazer, ja teríamos feito!

    - Quando se pensa demais em algo, pesando prós e contras, normalmente só se consegue olhar os contras pois somos seres limtiados que só conhecem o passado e o presente. Não conseguimos antever as beneces que poderão vir no futuro. Por isso que se diz que às vezes é melhor não pensar muito e arriscar, pois se pensar muito, desistimos

    - O bom é inimigo do ótimo. Analisar os detalhes e querer êxito em tudo pode ser uma receita pro fracasso, pois de tanto especificar pode-se decidir nem iniciar. Aquilo que é feito é melhor do que aquilo que é perfeito, conforme podcast do Ricardo Vargas. Afinal, o que está feito pode ser evoluído, o que é perfeito talvez ainda é só algo distante e virtual

    - Faz parte do perfil controlador, aquele que quer que tudo saia daquele jeito porque a pessoa julga que este é o único jeito certo. Será mesmo? Quantas vezes a coisa "saiu das nossas rédeas" e tomou um caminho ainda melhor? Quando tentamos controlar tudo, aí é que caímos na armadilha, pois vemos que não podemos controlar nada e isso é desesperador

    - Cai-se na armadilha do círculo insano. Eu fixo em um problema, sei qual é a solução, sei que há limitações, mas quero achar uma maneira de fugir delas, noto que não existe tal maneira, mas ainda sim eu tento porque não me conformo com tal situação, porque quero a solução imediatamente, etc. Isso tem fim?

    Não sei se você se identificou com alguma destas sensações mas o fato é que quando fixamos em um problema, é dificil deixar de olhar para o problema e perceber o contexto. E mais, perceber que o problema pode não ser tão importante como imaginamos neste momento. Sim, quanto mais nos fixamos em algo, mais aquilo aumenta. Já notou como reparamos mais em algo quando alguém nos alerta sobre isso? (ex: maus motoristas, defeitos alheios)

    A solução é tão simples como a Palavra de Deus: confiar nEle e partir para o alvo, que é ser semelhante a Cristo.

    Rom 8:28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.

    Php 3:13 Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,
    Php 3:14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.

    quarta-feira, 24 de novembro de 2010

    Ensaio sobre o legalismo

    Ao ler algumas folhas de "Maravilhosa Graça", de Philip Yancey, achei interessante destacar alguns aspecto do legalismo para que façamos nossa análise pessoal:

    1 - muitas vezes tocamos uma música no piano, ficamos tão atentos para não errar mas não prestamos atenção na essência da mesma. Desta forma, seguimos as instruções da Bíblia por medo, encarando-as como regras que definem o quanto serei próximo de Deus e quanto Ele gostará de mim. O objetivo principal, que era ser amado por Deus e conhecê-lo, fica em segundo plano

    2 - tende a priorizar coisas exteriores e secundárias, criando uma máscara, ao invés de se preocupar com o interior e com a essência, que leva mais tempo para se adequar

    3 - seguir as regras somente para cumprir um protocolo traz escravidão ao invés de trazer liberdade através da disciplina. Assim, cria-se a cultura que o cristão
    não poder beber quando na verdade ele pode mas escolhe fazer isto de forma moderada ou não fazer para desfrutar o que de melhor Deus tem pra ele. A escravidão nos incentiva a cumprir regras por medo; a liberdade incentiva por amor

    4 - o legalismo nos distancia de Deus, sendo que o foco dEle e o principal é que nos
    aproximemos. O legalismo não permite que assumamos que somos falhos, mas nos faz pensar que somos superiores, anulando a graça que possibiltaria a liberdade e uma maior proximidade de Deus

    E continuem seguindo o alvo, que é Cristo

    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    Quando a coisa não anda

    Há momentos em que queremos muito que uma situação tome um outro rumo, temos saudades dos tempos em que tudo estava no seu lugar (embora não notássemos e não agradecêssemos por isso), fixamos nosso pensamento nisso e tentamos de toda forma fazer aquilo acontecer.

    Pois bem, força de vontade não basta. Isso parece fatalista, certo? Do tipo "poxa, então não tem solução, só com esforço sobre-humano". Na verdade não, pois tendemos a focar nossos esforços naquilo que não podemos alterar. Assim, quando a coisa não anda:

    - mesmo que oremos, foquemos nossos esforços na situação, nos sentimos perdidos pois tendemos a focar mais no problema do que na atitude da solução
    - sabemos o que tem que fazer, mas nos sentimos sem forças, porque confiamos na nossa força e não no poder de Deus
    - ficamos decepcionados conosco, pois sabemos que poderíamos nos doar e fazer mais do que estamos fazendo, mas preferimos o caminho da lamentação, auto-piedade e murmuração
    - somos tomados pelo negativismo, pois como queremos a solução imediata e ela não acha, achamos que nada vai dar certo
    - ficamos andando em círculo ao redor do problema e suas causas, ou nos culpando ou não admitindo que tal situação nos atingiu
    - criamos uma pressão acima do normal sobre nós mesmos, ficamos exigentes, aumentamos a auto-cobrança, enfim uma reação exagerada a um fracasso normal da vida
    - ficamos cegos e não enxergamos as coisas como Deus enxergaria, deixando de apreciar a vida como ela deveria ser apreciada
    - ficamos cansados de tudo, tudo irrita, aquilo que nos dava alegria já não dá mais

    Em resumo, quando a coisa não anda, tendemos a focar somente nos problemas, nas lamentações e a solução é nos achegarmos a Deus e transformarmos a energia da lamentação em energia para atitude e lembrar que somos perdoados por Deus, pela morte de Cristo e que podemos nos achegar com confiança à presença dEle

    quinta-feira, 22 de julho de 2010

    Sufoco: é hora de respirar

    Pressões fazem parte da vida de todos. Algumas vezes elas existem porque somos indecisos, perfeccionistas, em outros casos ocorre pelo fato de termos uma responsabilidade a cumprir.

    Para os adolescentes, a pressão é ainda maior, pois é um momento onde sua imagem exterior vale muito mais que o interior. É uma fase na qual o caráter não é valorizado, pelo contrário, recebem a atenção aqueles que demonstram não ter caráter, que são ousados e que fazem coisas que ninguém poderia fazer. O problema destas pressões é que elas vêm carregadas de teor emocional, o que normalmente nos leva a tomar decisões erradas e equivocadas, coisas das quais nos arrependeremos depois.

    Em Lc 8, Jesus fala da parábola do semeador e dos tipos de semente. No versículo 14, aborda o nosso dia-a-dia: "As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem". Sim, todos têm preocupações mas temos a opção de não nos entregarmos a elas.

    Pode-se afirmar: "mas é impossível não me preocupar, eu tenho que resolver isso etc etc". O problema de fixarmos nossos olhos naquilo que é terreno é o afastamento de Deus que isso traz. Quanto mais nos enchemos de coisas deste mundo, pouco espaço daremos a Deus e depois estaremos frios, duros, andando em círculos sem saber por quê.

    Se isso condiz com sua condição atual, eis o que a Palavra fala em vários pontos: Persista, permaneça! Se nossas raízes não receberem o alimento de Deus, receberão o alimento do mundo, que não leva à vida (basta ver para onde o mundo está indo). Assim, quanto mais deixamos que as coisas do mundo nos dominem, menos conseguiremos andar na presença de Deus que nos dá paz. Jó 14, 7-9 diz: “Para uma árvore há esperança; se for cortada, brota de novo e torna a viver. Mesmo que as suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova."

    O fruto da persistência até demora, mas ele chega com grande sabor

    sábado, 1 de maio de 2010

    Jesus e a administração do nosso tempo

    Vez ou outra, ouço alguém dizer: "ah, se eu tivesse a maturidade que tenho hoje quando eu era jovem". Muitos queriam ter evitado vários erros que cometeram ou tomar outros caminhos. Tendo o conhecimento que têm hoje, muitos vêem que perderam tempo. E de fato quando notamos que estamos no caminho errado, perdemos tempo. Mas será que há algum maneira de perder menos tempo numa vida de tantas surpresas?

    Tenho certeza que sim. Para viver a vida (sempre cheia de surpresas) com sabedoria, é importante ter amigos que dêem bons conselhos, tenham bons princípios, pois:

    Pv 11 : 14: Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.
    1Cor 5, 33: "Não vos enganeis, as más conversações corrompem os bons costumes."

    Aquele que quer viver sozinho, sem receber conselhos, corre o sério risco de cair, além de ser dominado pelo orgulho:

    Ec 4:9: É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais.

    Hoje em dia, os adolescentes são os que menos querem receber conselho ou repreensão, pois sentem (por causa da atuação de seus hormônios) que podem tudo. Imagine quantos adolescentes se arrependem das decisões que tomaram nessa ebulição. Poucos entendem que regras e restrições existem para que não ultrapassemos certos limites e possamos viver a vida de forma plena.

    Novamente a influência de bons amigos na adolescência faz diferente. Curiosamente, o melhor amigo que temos não é sequer visível e audível (pois se fosse, seria tão falho como nós somos) e você sabe muito bem de quem estou falando.

    P.S: sugiro as pregações do Pr. Neil Barreto, entituladas de "A vida sem perdas de tempo", disponíveis em http://www.ibbetania.com/midias/mensagens-em-audio/

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    O carnaval de Jesus

    Carnaval é uma época em as pessoas se sentem com carta branca para fazerem e serem o que quiserem, uma época em que tudo é permitido, um período onde não há regras. Nos desfiles das escolas, a regra é justamente não ter regras, desfilar com o mínimo de roupa possível, distorcendo os conceitos de sexualidade.

    Nem precisamos esperar acabar esse período para sabermos que após toda essa euforia, as conseqüências chegarão. Filhos indesejados, acidentes de trânsito por causa da embriaguez, atitudes inpensadas por causa do excesso de álcool, traições, crianças iniciando sua sexualidade precocemente, garotas com vários parceiros e achando tudo isso "normal", entre outros males.

    Com tudo isso, como podemos chamar isso de festa? Em Mt 7,16, Jesus diz que conheceremos uma árvore pelo tipo de fruto que ela dá e com tudo o que foi listado acima, não vejo nada de produtivo ao ser humano no Carnaval. Sei que sempre haverá aquele que quer justificar seu gosto pelo Carnaval mas para esta pessoa a Bíblia já responde tudo em Pv 14,12: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."

    Ah, e o Carnaval de Jesus (que é o título da mensagem)? Tal festa está devidamente descrita em Lc 15, 7: "Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.". Minha mensagem neste Carnaval é que o leitor encontre sua alegria em Cristo, pois Ele nos proporciona a alegria completa.


    sábado, 26 de setembro de 2009

    Como pode o Evangelho da Prosperidade ser o sal da terra?

    Estava vendo este vídeo do John Piper e me chamou a atenção que não é possível alguém ser sal da terra se em sua vida predominam as práticas da Teologia da Prosperidade. Como disse Piper, a teologia da prosperidade atende aos anseios mundanos das pessoas, e só satisfazem seus desejos naturais (deste mundo) ao invés de elevar os olhos delas para o alto (Cl 3), desenvolver o ser espiritual que Deus preparou em cada um de nós

    Vigiemos, existem bastantes ocorrências da teologia da prosperidade por aí


    sexta-feira, 11 de setembro de 2009

    Priorizando prioridades

    Em tempos de excesso de tarefas e aparente escassez de tempo, nada melhor que um post sobre "Prioridades". A inspiração para este assunto veio quando li o post de mesmo título do amigo Cleyton Hort. Deus usa uma infinidade de ferramentas para falar conosco e naquele dia, usou este texto.

    É normal que nos encontremos cheio de tarefas e extenuados, pois querer ter o controle de tudo é algo que vem da natureza carnal e caída do ser humano. Mas nem por isso tal situação é aceitável, pois isso não faz parte do plano de Deus. Quando nos vemos sufocados, atarefados, normalmente criamos jugos para nós mesmos, invertemos conceitos, distorcemos verdade e ainda por cima achamos que sabemos de nossos limite do que Deus. Nessas situações, não permitimos que Deus cuide de nós, não queremos ouvir Suas orientações, queremos apenas convencê-Lo de que precisamos fazer tudo aquilo que pensamos que é necessário. Às vezes até existe um certo legalismo, visto que um de seus objetivos é agradar mais a pessoas do que a Deus.

    O mesmo vale para qualquer outro aspecto da vida, pois isso que a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4, 12), ela vale até hoje e valerá para sempre (Hb 13,8). Como já citei no último post, essas horas de agitação são próprias para refletirmos com calma no rumo que damos à nossa vida e não para buscarmos preencher nossas vazios com coisas deste mundo. "A pessoa que se mantém calma é sábia, mas a que facilmente perde a calma mostra que não tem juízo" (Pv. 14.29)

    quarta-feira, 9 de setembro de 2009

    Corações distraídos

    Ao longo da vida, certamente alguém já tentou focar em algo e não conseguiu. Momentos depois, ao perceber que perdeu o rumo do caminho correto, viu-se perdido e sem saber como voltar. No livro "Simplesmente como Jesus", Max Lucado aborda sobre corações distraídos, corações que deveriam trilhar um determinado caminho mas que estão sem a devida orientação.
    Por mais difícil que pareça, boa parte da solução estão nos hábitos que temos, e para mudá-los somente através da renovação da mente (Rm 12, 2). Isso não se compra, não se adquire, não se molda, não se obtém à força, é algo mais profundo, que afeta nosso coração, justamente aquilo que Deus deseja que entreguemos a Ele.

    "A vida já é dura por si mesma. E fica mais dura quando nos dirigimos na direção errada. Uma das incríveis capacidades de Jesus foi de manter a direção rumo ao alvo. Sua vida nunca saiu do trilho. Nem uma única vez o encontramos caminhando do lado errado da pista.". Essa é uma das citações do livro que mais evidencia a necessidade de um Salvador para o ser humano. Sem este salvador, todo ser humano tenta viver como deus: às suas próprias forças, com seus próprios princípios, achando que tem controle de tudo.

    E como deveríamos conduzir nosso coração? Max Lucado responde: "Se o coração é uma estufa e nossos pensamentos são sementes, não deveríamos ter cuidado com o que semeamos? Não
    deveríamos ser seletivos a respeito das sementes que permitimos entrar na estufa? Não deveria haver um sentinela na porta?" (...) "Dois motoristas estão presos no mesmo congestionamento de
    trânsito. Um deles ferve de cólera, pensando: Meu horário está arruinado. O outro lança um suspiro de alívio: Boa oportunidade para andar mais devagar. Duas mães enfrentam a mesma tragédia. Uma fica destruída: Nunca vou me recuperar disto. A outra está decaída, porém decidida: Deus me ajudará a continuar em frente. Dois executivos enfrentam o mesmo êxito. Um dá a si mesmo tapinhas nas costas e fica petulante. O outro dá crédito a Deus e
    seu agradecimento aumenta. Dois maridos cometem o mesmo erro. Um, amargamente, tem
    certeza de que ultrapassou o limite da graça de Deus. O outro, com gratidão, dá por certo que descobriu uma nova profundidade da graça de Deus."

    Pra finalizar, Max Lucado faz uma bela comparação da nossa mente com uma casa que foi entregue aos nossos cuidados. "Vamos supor que eu peça a você que cuide de minha casa enquanto eu saio de viagem. Você promete manter tudo em ordem. Mas quando eu regresso encontro o lugar arruinado. O tapete está destroçado, as paredes enlameadas, os móveis destruídos. Sua explicação não ajuda em nada: uns motoqueiros vieram e precisavam de um lugar para se alojar. Depois, o time de futebol ligou procurando um lugar onde fazer uma festa. Ah, também ligou o clube da irmandade, procurando um lugar onde pudesse celebrar as cerimônias de iniciação. Como dono, eu tenho uma pergunta: 'Você não sabe dizer não? Esta não é sua casa. Você não tem o direito de permitir que entre qualquer um que queira entrar'."

    Finalizo citando Pv 4:27: "Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.", e não somente retirar o pé do mal, como também afastar de toda aparência do mal (1Ts 5:22: "Abstende-vos de toda aparência do mal"). Pois, em toda a vida "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." (Pv 14:12)