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    quinta-feira, 24 de maio de 2012

    Lei que liberta através da fé em meio a provações

    Eu comentei no post anterior algumas situações que nos fazem rodear os problemas sem achar uma devida solução. Em geral, rodeamos porque queremos exceder alguns limites que o ser humano não pode exceder e porque não descansamos em Deus. Já notaram que quando a gente deixa um problema de lado, ele não se mostra tão importante quanto desenhávamos antes?

    Às vezes isso é uma demonstração da ira humana, algo para a qual o Salmo 4,4 oferece solução: "Quando vocês ficarem irados, não pequem; ao deitar-se reflitam nisso, e aquietem-se. Pausa". A lei de Deus até parece uma lei "estraga-prazer" mas paradoxalmente ela oferece liberdade: (Tg 1:25 "Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer").


    Também comentei que tudo sempre coopera para o bem dos que crêem em Cristo (conforme Rm 8,28) e o que é mais surpreendente ainda é que estas situações fortalecem a nossa fé, se a direcionamos para o alvo certo. Termino o post citando 1Pe 1,17: "Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado."

    Em tudo dai graças (1Ts 5, 18).



    quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

    Jeremias pede vingança

    A vingança é um sentimento bastante humano por causa de nosso senso de justiça. Ela também expressa a nossa revolta com uma situação que deveria seguir outro rumo. O lado positivo disto é que nossos sentimentos não estão cauterizados, porém há um lado negativo bastante prejudicial: desejar a tristeza da parte que cometeu o erro.

    Assim aconteceu com o profeta Jeremias. Ele sabia que Deus era justo mas mesmo assim se permitiu questionar isso, e questionou para a Pessoa certa:

    Jer 12:1 Tu és justo, Senhor, quando apresento uma causa diante de ti. Contudo, eu gostaria de discutir contigo sobre a tua justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem sem problemas?
    Jer 12:2 Tu os plantaste, e eles criaram raízes; crescem e dão fruto. Tu estás sempre perto dos seus lábios, mas longe dos seus corações.
    Jer 12:3 Tu, porém, me conheces, Senhor; tu me vês e provas a minha atitude para contigo. Arranca os ímpios como a ovelhas destinadas ao matadouro! Reserva-os para o dia da matança!
    Jer 12:4 Até quando a terra ficará de luto e a relva de todo o campo estará seca? Perecem os animais e as aves por causa da maldade dos que habitam nesta terra, pois eles disseram: ‘Ele não verá o fim que nos espera’.

    Apenas para dar o contexto, a missão de Jeremias era justamente apontar os erros, denunciar as graves falhas que o povo de Israel cometia perante Deus, porém certa hora Jeremias cansou...e pronunciou as palavras já supracitadas desejando explicitamente o castigo àqueles que desobedeciam a Sua lei.

    Porém a solução para tudo isto está num versículo exatamente anterior:
    Jer 11:20 Ó Senhor dos Exércitos, justo juiz que provas o coração e a mente, espero ver a tua vingança sobre eles, pois a ti expus a minha causa.
    Reforçado por Rm 12 no Novo Testamento:

    Rom 12:19 Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor.

    Reforço, assim, a exortação de confiarmos em Deus, de elevarmos a Ele a nossa causa, Ele não está ausente (Sl 139, 8) é Ele quem examina tudo o que sentimos ou pensamos, julgando com a espada do Espírito, bastante afiada para discenir o joio do trigo em nós (Hb 4, 12). A vingança é algo humano, mas ela (e tudo o mais) deve ser tratado do jeito de Deus

    quinta-feira, 16 de junho de 2011

    Vendendo Jesus

    Embora Jesus não é um produto, Sua Palavra necessitada ser propagada da maneira correta para que atinja o público-alvo. É algo de puro marketing!!

    Porém, ainda que Evangelho e marketing não se misturem muito bem, eu questiono como tem sido transmitida a Palavra a muitos que não conhecem a Cristo. Não é difícil encontrar pessoas decepcionadas com a Igreja Cristã por causa de escândalos financeiros, de divórcio, traição, adultério, mentira, etc.

    A função do cristão é exalar um bom perfume, que chame a atenção pela boa fragância e faça com que todos queiram estar perto dele:
    2Co 2:14 Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas.
    2Co 2:15 Porque somos como o cheiro suave do sacrifício que Cristo oferece a Deus, cheiro que se espalha entre os que estão sendo salvos e os que estão se perdendo.
    2Co 2:16 Para os que estão se perdendo, é um mau cheiro que mata; mas, para os que estão sendo salvos, é um perfume muito agradável que dá vida. Então, quem é capaz de realizar um trabalho como esse?

    Por estes motivos, ressalto a importância de todo cristão fazer a diferença com suas atitudes e não com suas palavras.

    A beleza da integridade da Palavra

    Hoje percebi uma feliz e grata correlação de vários versículos bíblicos e exponho aqui a minha percepção:

    Lei x Castigo x Condenação

    Comparando os versículos abaixo, fica ainda mais clara a frase que a @NormaBlog tuitou ontem: "A lei ensina o que tu deves e o que te falta, Cristo dá o que tu deves fazer e obter." (Martinho Lutero). Sempre que pensamos demais na lei sem lembrar do sacrifício de Cristo, nos agarramos à nossa natureza pecaminosa. Quando de fato confiamos em Deus, vivemos pelo Seu amor que nos sustenta e nada nos condena

    Rom 4:15 Pois a lei traz o castigo de Deus. Mas, onde não existe lei, também não existe desobediência à lei.

    1Jn 4:18 No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo.

    1Jn 3:20 Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior do que o nosso coração e conhece tudo.

    Revestidos por Cristo

    A partir da nossa nova vida em Cristo, somos unidos com Cristo, nossa velha natureza está morta por causa daquilo que Ele fez na cruz, mas cabe a nós apropriar-nos disto pela Palavra e por Suas promessas. Quando tomamos a armadura que Ele nos dá (e não a nossa própria força de vontade), estamos dentro do Seu propósito e buscando-O em primeiro lugar

    Gal 3:27 Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo.

    Eph 6:13 Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.

    Em resumo é isso, e contiuemos a crescer em Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre

    segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

    Temor: a estranha solução

    Dando continuidade ao post sobre temor e mudança, sugiro aos leitores a apreciação deste vídeo.

    Nele, Mark Driscoll deixa claro que é inútil e tolice temer aos homens tampouco se precaver das conseqüências deste temor. Este é o tipo de atitude que mais facilmente culminará em medo do que respeito e zelo.

    E de fato é estranho um ser humano falho basear-se em seus próprios limitados ensinamentos ou apoiar-se totalmente no ensino alheio se ambos são questionáveis. Assim, a figura de um Criador torna as coisas muito mais sensatas, papel semelhante e humanamente ocupado pela figura dos pais na infância.

    Pra finalizar, uma palavra de consolo aqui e um belo exemplo aqui. O companheiro Alberto foi muito feliz afirmando que Deus falou conosco e que Ele não é estranho. Todo aquele que se permite esta experiência não sai frustrado, pois Deus participa das nossas vidas, não de um jeito que todos possam ver externamente, mas de uma maneira interna e peculiar que traz a paz que excede todo o entendimento

    sexta-feira, 29 de outubro de 2010

    Regras, liberdade e o pecado

    Muito se questionam os limites e regras comentados no meio cristão. Diz-se que eles limitam a vida das pessoas, que causam repressão, que querem controlar a vida dos outros. Tirando o fato de que qualquer benefício pode ser usado para o mal, creio que poucas pessoas pensam no rumo de suas vidas e se deixam engolir pelo dia-a-dia, vivendo conforme as situações as levam. Muitos pensam que o pecado tira a nossa liberdade (não se pode fazer isso, aquilo, etc), já eu vejo, pela Palavra, que o pecado nos dá a liberdade...de escolher fazer a coisa certa

    Por isso mesmo é importante ter referências e limites, sem os quais andamos em círculos na vida. Um bom exemplo é o trânsito. Tal qual a vida cristã, o trânsito tem regras e muitos acham que elas devem ser respeitadas, pois sabem que há um propósito por trás de cada regra. Por que então seria diferente com a vida cristã? Entretanto, o peso do julgamento é outro.

    Também acho exagerado falar em repressão, pois existem várias coisas que sabemos que não devemos fazer, embora exista a vontade de fazer somente para deixar "vazar" a raiva. Por que é diferente na vida cristã?

    Como se vê, limites e regras existem em todo o lugar, mas creio que o importante seja conhecer o porquê e o propósito. É isso que motiva as pessoas a terem disciplina. Com o conhecimento, vem a obediência. Além disso, Deus não nos criaria sem propósito, certo? Muitos acham que Ele nos abandonou neste mundo por causa das dificuldades mas as dificuldades são justamente o megafone de Deus para o ser humano, para que ele deixe de viver pra si mesmo.


    sábado, 18 de setembro de 2010

    Mude antes que for preciso

    "Eu nasci assim, vou morrer assim?" deve ser uma pergunta que muitas pessoas se fazem, principalmente aquelas que acham que não têm forças para mudar. E é mais do que normal ouvir pessoas dizerem que se arrependem de alguns atos, mas que não têm mais como mudar, já foram longe demais, estão velhas demais. Eis a boa notícia: elas não têm razão, existe esperança inclusive para elas!

    Não precisamos ficar refém do passado, da auto-piedade, apesr de muitas vezes achar que isso é o mais correto. Nós, como seres humanos limitados, achamos correto ficar lamentando das coisas que dão e fazemos errado como forma de nos auto-punir por aquilo que não está correto, já que não conseguimos consertar as coisas.

    Porém, Jesus não morreu numa cruz para que ficássemos preso ao passado. Ele inclusive fala que, quando os confessamos de coração, Ele não se lembra mais deles e os joga no mar do esquecimento. Se, durante grande parte da nossa vida, nosso passado apenas nos condena e nos traz más lembranças, precisamos ter a consciência que podemos viver em plenitude os dias de vida que nos restam. Afinal, a vida é um presente, nem todos a têm ou nem todos têm tanto tempo para fazer o que desejam (haja vista que a todo momento há mortes, e isso sempre gera tristeza porque foram vidas abreviadas).

    E qual a solução? Ora, se sabemos onde erramos, agora basta tomarmos uma atitude quanto àquilo. Evitar repetir o erro mas, se repetir, não se condenar, pois somos falhos. Muitas pessoas sabem que têm força para mudar, mas falta a atitude de dizer pra si mesma "não vou permitir a mim mesmo viver uma vida medíocre, vou mudar antes que seja preciso". Vale mais a pena aprender com os erros alheios, isso é sabedoria. E, pra facilitar, existe um livro de ótimas instruções chamado Bíblia. Quando percebermos quão importante são as nossas atitudes, daí sim priorizaremos uma mudança. Não nos enganemos, sabemos que podemos mudar, mas só priorizamos isso quando percebemos que isso é importante.

    Pv 9, 12: "Se fores sábio, para ti sábio serás; e, se fores escarnecedor, tu só o suportarás."

    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    Quando a coisa não anda

    Há momentos em que queremos muito que uma situação tome um outro rumo, temos saudades dos tempos em que tudo estava no seu lugar (embora não notássemos e não agradecêssemos por isso), fixamos nosso pensamento nisso e tentamos de toda forma fazer aquilo acontecer.

    Pois bem, força de vontade não basta. Isso parece fatalista, certo? Do tipo "poxa, então não tem solução, só com esforço sobre-humano". Na verdade não, pois tendemos a focar nossos esforços naquilo que não podemos alterar. Assim, quando a coisa não anda:

    - mesmo que oremos, foquemos nossos esforços na situação, nos sentimos perdidos pois tendemos a focar mais no problema do que na atitude da solução
    - sabemos o que tem que fazer, mas nos sentimos sem forças, porque confiamos na nossa força e não no poder de Deus
    - ficamos decepcionados conosco, pois sabemos que poderíamos nos doar e fazer mais do que estamos fazendo, mas preferimos o caminho da lamentação, auto-piedade e murmuração
    - somos tomados pelo negativismo, pois como queremos a solução imediata e ela não acha, achamos que nada vai dar certo
    - ficamos andando em círculo ao redor do problema e suas causas, ou nos culpando ou não admitindo que tal situação nos atingiu
    - criamos uma pressão acima do normal sobre nós mesmos, ficamos exigentes, aumentamos a auto-cobrança, enfim uma reação exagerada a um fracasso normal da vida
    - ficamos cegos e não enxergamos as coisas como Deus enxergaria, deixando de apreciar a vida como ela deveria ser apreciada
    - ficamos cansados de tudo, tudo irrita, aquilo que nos dava alegria já não dá mais

    Em resumo, quando a coisa não anda, tendemos a focar somente nos problemas, nas lamentações e a solução é nos achegarmos a Deus e transformarmos a energia da lamentação em energia para atitude e lembrar que somos perdoados por Deus, pela morte de Cristo e que podemos nos achegar com confiança à presença dEle

    domingo, 8 de agosto de 2010

    Temor de Deus e a mudança

    Normalmente esperamos que algo de errado aconteça para então tomar uma nova atitude e nos perguntamos porque demoramos tanto pra mudar. Eis alguns itens:

    1 - teimosia: insistimos nas verdades que tanto achamos que são verdades. O filho pródigo (Lc 15) não sossegou enquanto não recebeu sua herança para desfrutar a seu bel prazer. Teve de "quebrar a cabeça" para averiguar que a casa de seu pai era o melhor lugar para ele estar

    2 - disciplina: viver a vida cristã exige disciplina e obediência a princípios. Não é uma fé chata, que só nos consome sem um alvo, sem um propósito definido, mas é uma fé que dá rumos certos a uma vida que achávamos que estava certa, somente por obedecermos à nossa carne e fazermos aquilo que nos dava vontade. Em Hb 12 pode-se ter uma noção do que é a caminhada cristã

    3 - conforto na escuridão: por mais que estejamos errados, normalmente o que está errado também nos dá prazer. Quantas pessoas já ficaram bêbadas, fizeram tudo o que sempre queriam fazer, que as levava a um prazer momentâneo e depois se arrependeram? Assim é a escuridão, buscando sempre um lugar pra extravasar a impotência de ser totalmente livre (vide 1Jo 1)

    E para quem foi agraciado pela mudança antes da tragédia, com certeza teve temor da conseqüência para a qual caminhava e por isso mudou seus caminhos, sem se preocupar com que os outros iriam falar pois a vida dela era mais importante. Assim, não valeria então ouvir o que Deus tem a nos dizer? Será que esse temor não seria positivo?

    Ec 7,15-19:
    A minha vida tem sido uma ilusão, mas nela eu tenho visto de tudo. Há pessoas boas que morrem, e há pessoas más que continuam a viver a sua vida errada.
    Por isso, não seja bom demais, nem sábio demais; por que você iria se destruir?
    Mas também não seja mau demais, nem tolo demais; por que você iria morrer antes do tempo?
    Evite tanto uma coisa como a outra. Se você temer a Deus, terá sucesso em tudo.

    Pv 2,4-5
    Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido.
    Se você fizer isso, saberá o que quer dizer temer o SENHOR, e aprenderá a conhecê-lo.
    É o SENHOR quem dá sabedoria; a sabedoria e o entendimento vêm dele.

    Sl 111,10
    Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o SENHOR. Ele dá compreensão aos que obedecem aos seus mandamentos. Que o SENHOR seja louvado para sempre!

    segunda-feira, 12 de julho de 2010

    Entulhos da alma

    Sempre que fazemos uma faxina em casa, jogando fora coisas velhas e agora inúteis, nos sentimos aliviados, pois temos a sensação de que conseguimos um novo espaço, uma nova maneira de organizar as coisas, de que nos livramos de coisas que se prendiam a nós desnecessariamente. Enfim, nos sentimos mais leves.

    Curiosamente, tal prática não é seguida no âmbito espiritual. Poucas vezes paramos pra analisar aquilo que estamos pensando, as atitudes que estamos tomando. Remexer em coisas mal-resolvidas do passado então, nem pensar! E assim vamos levando nossos problemas de auto-estima, perfeccionismo, frustrações, etc. Daí não sabemos porque nos sentimos cansados, condenados, desanimados.

    E para tudo isso, permitam-me dizer que tudo pode ter um novo começo se escolhermos o PONTO DE PARTIDA correto. Quando começamos nossas atitudes pautadas pela Palavra, sempre colheremos aquilo que Deus têm pra nós. Ele não escreveu a Bíblia para ser um estraga-prazeres, mas sim para ser nosso guia e nosso preventivo de nós mesmos. Como assim?

    Ora, todos já tomaram atitudes das quais se arrependeram, todos já pensaram que algo ia dar errado e deu certo, todos já se enganaram consigo mesmo. Isso quer dizer que de fato não sabemos lidar com nós mesmos, por isso precisamos de um guia. E o ponto de partida que quero abordar é tão simples como Fp 4, 8: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (grifo meu).

    Eis a lista de pensamentos que deve permear nosso dia-a-dia. É disto que devemos nos encher e quando não estamos cheios disto, esse é o pedido que devemos fazer a Deus. A adolescência é uma fase na qual se manifesta bastante baixa auto-estima, perfeccionismo, necessidade de aprovação, condenação, frustração, comparação. Todos estes são padrões errados, diferente daquilo que Deus quer tanto para os adolescentes como para todas as suas belas e perfeitas criaturas. Em 1Co 4:7, somos exortados quanto ao nosso desejo de comparação: "Quem é que fez você superior aos outros? Por acaso não foi Deus quem lhe deu tudo o que você tem? Então por que é que você fica todo orgulhoso como se o que você tem não fosse dado por Deus?"

    Assim, você que se condena por seu jeito de ser, por aquilo que deseja ter e não tem, pela educação que seus pais lhe deram, pelos pecados que têm cometido, pelos alvos não alcançados, aonde você chegará com esse padrão de pensamento? Pensa que obterá vitória assim? Qual seu ponto de partida para a vitória que você tanto deseja? De fato, não se pode negar aquilo que nos faz sofrer e quanto mais tentamos nos livrar de algum pensamento que nos incomoda, mais ele tende a aumentar. Por isso, a solução de Deus para realizar a "faxina espiritual" é substituir pensamentos. Ou seja, ao invés de somente lamentarmos, murmuramos, enxergarmos somente coisas ruins e que não edificam, escolhemos focar naquilo que nos dá esperança, alegria, motivação.

    Na vida secular e na vida cristã, tudo exige disciplina, a começar pelos nossos pensamentos. Se nosso ponto de partida forem pensamentos corretos, teremos sensações corretas e atitudes corretas. Pecados, frustrações, tristezas são ingredientes para o trabalhar de Deus, que nos provê tudo e mais do que necessitamos. Permita, então, que Ele invada seu pensamento, para que você desfrute da plenitude que Ele tem guardada pra você

    sábado, 1 de maio de 2010

    Jesus e a administração do nosso tempo

    Vez ou outra, ouço alguém dizer: "ah, se eu tivesse a maturidade que tenho hoje quando eu era jovem". Muitos queriam ter evitado vários erros que cometeram ou tomar outros caminhos. Tendo o conhecimento que têm hoje, muitos vêem que perderam tempo. E de fato quando notamos que estamos no caminho errado, perdemos tempo. Mas será que há algum maneira de perder menos tempo numa vida de tantas surpresas?

    Tenho certeza que sim. Para viver a vida (sempre cheia de surpresas) com sabedoria, é importante ter amigos que dêem bons conselhos, tenham bons princípios, pois:

    Pv 11 : 14: Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.
    1Cor 5, 33: "Não vos enganeis, as más conversações corrompem os bons costumes."

    Aquele que quer viver sozinho, sem receber conselhos, corre o sério risco de cair, além de ser dominado pelo orgulho:

    Ec 4:9: É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais.

    Hoje em dia, os adolescentes são os que menos querem receber conselho ou repreensão, pois sentem (por causa da atuação de seus hormônios) que podem tudo. Imagine quantos adolescentes se arrependem das decisões que tomaram nessa ebulição. Poucos entendem que regras e restrições existem para que não ultrapassemos certos limites e possamos viver a vida de forma plena.

    Novamente a influência de bons amigos na adolescência faz diferente. Curiosamente, o melhor amigo que temos não é sequer visível e audível (pois se fosse, seria tão falho como nós somos) e você sabe muito bem de quem estou falando.

    P.S: sugiro as pregações do Pr. Neil Barreto, entituladas de "A vida sem perdas de tempo", disponíveis em http://www.ibbetania.com/midias/mensagens-em-audio/

    quarta-feira, 7 de abril de 2010

    Pequena reflexão acerca das conversões

    Em 1Jo 3, temos uma boa referência do que é de fato uma verdadeira e uma falsa conversão ao Evangelho e, principalmente, de vida.

    A base de tudo está em 1Jo 3,6:
    "Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu.". Ou seja, não é possível nem coerente nem aceitável que alguém que fazia o que é condenável segundo as ordenanças de Deus continue fazendo as mesmas coisas depois que proclama sua conversão. Um exemplo bem claro pra mim são Carla Perez e seu marido Xandy. Já anunciaram várias vezes que se converteram mas ainda continuam com as mesmas práticas, esboçando sensualidade em suas danças, cantando músicas seculares de letra questionável, falando de coisas fúteis, etc. Isso sem falar nas pessoas de Gretchen e Monique Evans, que várias vezes declararam ser "evangélicas" mas nada de Cristo se vê na vida delas.

    Vejam a continuidade do capítulo, ela reflete alguns desses exemplos:
    1Jo 3,7: Meus filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que faz o que é correto é correto, assim como Cristo é correto.
    1Jo 3,8: Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito.
    1Jo 3,9: Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai.
    1Jo 3,10: A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus.
    1Jo 3,12: Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou o próprio irmão. E por que o matou? Porque o que Caim fazia era mau, e o que o seu irmão fazia era bom.

    Corroborando o que é dito em Mt 22,38, a mensagem de 1Jo 3,11 reforça que primeiramente precisamos amar uns aos outros ("A mensagem que vocês ouviram desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros"). E antes que alguém pense que é fácil amar, continue lendo o capítulo e verifique o que diz 1Jo 3,18: "Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.". Não basta somente falar de amor, pregar sobre amor se nossa vida não reflete nada disso e não se parece com Cristo. Por isso há muitos pregadores que cativam as ovelhas mas não cativam a própria família.

    Finalizo a reflexão lembrando que não posso pertencer a Deus, mesmo que eu diga que pertenço, se minha vida não reflete nenhum dos frutos do Espírito. Qualquer dúvida, leia 1Jo 3 novamente

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    O carnaval de Jesus

    Carnaval é uma época em as pessoas se sentem com carta branca para fazerem e serem o que quiserem, uma época em que tudo é permitido, um período onde não há regras. Nos desfiles das escolas, a regra é justamente não ter regras, desfilar com o mínimo de roupa possível, distorcendo os conceitos de sexualidade.

    Nem precisamos esperar acabar esse período para sabermos que após toda essa euforia, as conseqüências chegarão. Filhos indesejados, acidentes de trânsito por causa da embriaguez, atitudes inpensadas por causa do excesso de álcool, traições, crianças iniciando sua sexualidade precocemente, garotas com vários parceiros e achando tudo isso "normal", entre outros males.

    Com tudo isso, como podemos chamar isso de festa? Em Mt 7,16, Jesus diz que conheceremos uma árvore pelo tipo de fruto que ela dá e com tudo o que foi listado acima, não vejo nada de produtivo ao ser humano no Carnaval. Sei que sempre haverá aquele que quer justificar seu gosto pelo Carnaval mas para esta pessoa a Bíblia já responde tudo em Pv 14,12: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."

    Ah, e o Carnaval de Jesus (que é o título da mensagem)? Tal festa está devidamente descrita em Lc 15, 7: "Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.". Minha mensagem neste Carnaval é que o leitor encontre sua alegria em Cristo, pois Ele nos proporciona a alegria completa.


    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

    Novos sofrimentos, novas portas

    Há um grande engano na associação de que a vida com Deus é o que precisamos para viver sem problemas. De fato, isso não é verdade, porque é fato que muitos que seguem a Deus continuam sofrendo o mesmo, ou mais, do que quando não seguiam.

    Faço questão de deixar isto claro para que todos possam compreender que o amor de Deus contempla sofrimentos, que são sempre usados para o nosso bem e para um propósito definido (Rm 8, 28). É importante que vivamos a verdade que a Bíblia mostra, sob pena de carregarmos uma frustração inexistente em Deus.

    Na maioria das vezes que se fala de provação na bíblia, fala-se em "quando" e não "se". Ou seja, passaremos sim por problemas e provaçãoes, não há como evitar. Porém Deus não muda (Hb 13, 8) tampouco Sua promessa. Vejamos o que diz em 1Pe 4:19: "Por isso os que sofrem porque esta é a vontade de Deus para eles devem, por meio das suas boas ações, entregar-se completamente aos cuidados do Criador, que sempre cumpre as suas promessas". Muitos pensam que Deus prefere que ajudemos a igreja com dinheiro nas suas necessidades do que contribuamos com ela através de nossos dons e talentos (Vide 1Pe 4, 10).

    Mas na verdade, Deus quer muito mais a entrega do nosso ser e o nosso coração. O foco dEle não é que sejamos ricos, de forma alguma! O foco dele é que nos tornemos parecidos com Deus (Fp 1, 6; 2Co 3, 18). E tal como Jesus sofreu, não é de se estranhar que também soframos e tudo isso nos fazer conhecer mais SOBRE Deus do que conhecer DE Deus. Em 2Co 4:13, vemos a convicção de quem tinha experiência com Deus e por isso afirmou isso com tal segurança ("As Escrituras Sagradas dizem: “Eu cri e por isso falei. 'Pois assim nós, que temos a mesma fé em Deus, também falamos porque cremos'").

    E qual a esperança para todo aquele que sofre? Ter em Deus o seu porto seguro, sabendo que Ele sempre abre novas portas para continuarmos nossa vida (Pv 24:16: "A pessoa honesta pode cair muitas vezes, que sempre se levanta de novo. Mas a desgraça acaba com os maus").

    quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

    Hábitos e heranças

    Vendo a reportagem do "Bom dia Brasil" sobre o hábito de os pais fumarem e beberem na frente dos filhos (veja reportagem), lembrei que a enorme influência que as pessoas que estão próximas a nós têm sobre nossas vidas (1Co 15:33 Não se enganem: “As más companhias estragam os bons costumes. ”).

    É normal considerarmos bastante a opinião de quem está perto e não é raro nos tornar semelhante às pessoas que convivem muito conosco. O problema é quando essas relações próximas trazem péssimos hábitos. Quantos pais não ofereceram cerveja aos filhos, ainda pequenos, para dizer "olha, meu filho é macho mesmo"? Na reportagem exibida hoje, tais pais devem estar bastante arrependidos hoje por induzirem seus filhos ao erro, pois hoje muitos estão perigosamente viciados e alguns tentando se livrar desta prisão na qual se envolveram.

    Na mesma linha, me veio à mente o que aconteceria com estes filhos se os pais tivessem hábitos cristãos. Que diferença haveria na vida destes filhos se eles convivessem desde cedo com a Verdade? É incrível como muitos filhos tomam como correto aquilo que os pais ensinam, mas desprezam aquilo que a Bíblia ensina. Ora, todo ensinamento é passado de geração em geração e a veracidade do mesmo se dá quando no mínimo alguém ousa aplicá-lo em sua própria vida. Por isso, qualquer refutação dos princípios bíblicos sem ao menos conhecê-los e aplicá-los é mera intriga da oposição, mero medo do desconhecido. Será que estes filhos que hoje estão presos ao vício não gostariam de ser libertos? E se o Evangelho fosse (e é) a saída procurada, por acaso eles rejeitariam ou seriam gratos por tudo aquilo que Deus nos oferece? Será que se esses filhos vissem seus pais terem uma vida plena mesmo servindo a Deus, eles criticariam ou diriam que estão sendo idiotas servindo a algo que não vêem?

    Existem muitas pessoas que apenas ouviram falar de Deus e O acham muito distante de si mesmos, ou que não querem abrir mão dos costumes atuais para viver aquilo que Ele planejou (que é muito maior e melhor que os nossos planos). Convido todos a desenvolver o interesse pelas obras de Deus e experimentar o que Ele tem de melhor, aplicando aquilo que Ele pede (são as regras do jogo). Praticamos vários atos de fé diaramente e não percebemos: confiamos no ensinamento que o professor, no que o amigo diz, no que o chefe orienta e tudo isso exige obediência para somente no futuro ver os frutos. Não é diferente com Deus, portanto vá em frente e arrisque-se a perder sua vida atual para ganhar uma melhor ainda!

    Como reflexão, vejam o que diz Ef 4, 20-23. Os versículos 20 e 21 dizem que como seguidores de Cristo (e é necessário fé e coragem pra seguir algo e só se segue algo que se mostra vivo e verdadeiro na vida de outrem), aprendemos uma nova maneira de viver (aprender inclui cair e levantar e mesmo assim ser obediente). Muitas vezes aprendemos com o bom testemunho que vemos em outras pessoas e daí quebramos paradigmas vendo que é possível ser livre mesmo sendo servo de Cristo. Tal curiosidade gera admiração e passamos a aprender com estes bons testemunhos, é gratificante! Neste estágio, continuamos precisando de fé, pois só aprendemos com outras pessoas quando confiamos naquilo que elas dizem para nós (e assim, de boca em boca, o ensinamento de Cristo é propagado). No versículo 22, fica claro que nossa vida sem Cristo nos leva a desejos traiçoeiros e enganosos, que destroem nossa vida. Por fim, o versículo 23 fala na esperança da nova vida, que é a que Cristo oferece!

    Ef 4:20 Mas não foi essa a maneira de viver que vocês aprenderam como seguidores de Cristo.
    Ef 4:21 Com certeza vocês ouviram falar dele e, como seus seguidores, aprenderam a verdade que está em Jesus.
    Ef 4:22 Portanto, abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos enganosos.
    Ef 4:23 É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.

    Que tal uma nova vida hoje?

    quarta-feira, 9 de setembro de 2009

    Corações distraídos

    Ao longo da vida, certamente alguém já tentou focar em algo e não conseguiu. Momentos depois, ao perceber que perdeu o rumo do caminho correto, viu-se perdido e sem saber como voltar. No livro "Simplesmente como Jesus", Max Lucado aborda sobre corações distraídos, corações que deveriam trilhar um determinado caminho mas que estão sem a devida orientação.
    Por mais difícil que pareça, boa parte da solução estão nos hábitos que temos, e para mudá-los somente através da renovação da mente (Rm 12, 2). Isso não se compra, não se adquire, não se molda, não se obtém à força, é algo mais profundo, que afeta nosso coração, justamente aquilo que Deus deseja que entreguemos a Ele.

    "A vida já é dura por si mesma. E fica mais dura quando nos dirigimos na direção errada. Uma das incríveis capacidades de Jesus foi de manter a direção rumo ao alvo. Sua vida nunca saiu do trilho. Nem uma única vez o encontramos caminhando do lado errado da pista.". Essa é uma das citações do livro que mais evidencia a necessidade de um Salvador para o ser humano. Sem este salvador, todo ser humano tenta viver como deus: às suas próprias forças, com seus próprios princípios, achando que tem controle de tudo.

    E como deveríamos conduzir nosso coração? Max Lucado responde: "Se o coração é uma estufa e nossos pensamentos são sementes, não deveríamos ter cuidado com o que semeamos? Não
    deveríamos ser seletivos a respeito das sementes que permitimos entrar na estufa? Não deveria haver um sentinela na porta?" (...) "Dois motoristas estão presos no mesmo congestionamento de
    trânsito. Um deles ferve de cólera, pensando: Meu horário está arruinado. O outro lança um suspiro de alívio: Boa oportunidade para andar mais devagar. Duas mães enfrentam a mesma tragédia. Uma fica destruída: Nunca vou me recuperar disto. A outra está decaída, porém decidida: Deus me ajudará a continuar em frente. Dois executivos enfrentam o mesmo êxito. Um dá a si mesmo tapinhas nas costas e fica petulante. O outro dá crédito a Deus e
    seu agradecimento aumenta. Dois maridos cometem o mesmo erro. Um, amargamente, tem
    certeza de que ultrapassou o limite da graça de Deus. O outro, com gratidão, dá por certo que descobriu uma nova profundidade da graça de Deus."

    Pra finalizar, Max Lucado faz uma bela comparação da nossa mente com uma casa que foi entregue aos nossos cuidados. "Vamos supor que eu peça a você que cuide de minha casa enquanto eu saio de viagem. Você promete manter tudo em ordem. Mas quando eu regresso encontro o lugar arruinado. O tapete está destroçado, as paredes enlameadas, os móveis destruídos. Sua explicação não ajuda em nada: uns motoqueiros vieram e precisavam de um lugar para se alojar. Depois, o time de futebol ligou procurando um lugar onde fazer uma festa. Ah, também ligou o clube da irmandade, procurando um lugar onde pudesse celebrar as cerimônias de iniciação. Como dono, eu tenho uma pergunta: 'Você não sabe dizer não? Esta não é sua casa. Você não tem o direito de permitir que entre qualquer um que queira entrar'."

    Finalizo citando Pv 4:27: "Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.", e não somente retirar o pé do mal, como também afastar de toda aparência do mal (1Ts 5:22: "Abstende-vos de toda aparência do mal"). Pois, em toda a vida "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." (Pv 14:12)

    quarta-feira, 2 de setembro de 2009

    Isso não tem nada a ver, é coisa de fanático

    Em conversa com o colega Giuliano Barcelos, discutimos sobre o texto abaixo, que achei muito coerente para os dias de hoje, nos quais algumas igrejas estão aceitando certos mundanismos em seu meio e tolerando coisas que não deveriam tolerar.

    A matéria fala sobre piercing, mas o problema não está no piercing em si, mas na intenção de colocar o mesmo. O mesmo exemplo serve pra bebidas alcóolicas. Uma coisa é consumi-la com moderação, mas fazendo isso só pra ninguém "pegar no nosso pé" (neste caso damos importância demais à opinião dos outros). Outra coisa é consumi-la de forma moderada sabendo que isso não é pecado, que não se perde a salvação por isso e sem deixar que esse hábito seja dominante (ao meu ver, a postura mais coerente).

    Estes mundanismos normalmente afetam os adolescentes, pois eles têm dificuldade de conciliar o rumo de suas vidas com a Palavra devido às várias mudanças hormonais que ocorrem neste período. Mas este alerta vale pra igreja inteira!!

    No próprio texto, há o exemplo do BBB (Big Brother Brasil), que ocupa mais tempo do que deveria na vida de alguns cristãos. Quero aqui demonstrar como seria um debate sobre isso:

    1 - "mas não é pecado ver TV"
    R: E realmente não é, mas o que o BBB vai edificar em sua vida cristã? Qual o percentual de fatos fora da Palavra neste tipo de programa? O mesmo serve pra programas de fofoca, etc.

    2 - "ah, então não pode mais ver filme, jornal, etc. Não podemos ser radicais"
    R: Correto, não podemos nem precisamos ser radicais, mas há uma grande diferença em gastar tempo vendo na TV algo que não afeta a comunhão (ex: um filme de aventura, ação) e algo que só tem fatos que fogem da Palavra (BBB e afins). A chance de alguém se alimentar de coisas erradas vendo BBB é muito maior.

    3 - "tah, mas Deus me entende, não vou perder a salvação por causa disso"
    R: Sim, Deus entende porque somos pó (Sl 103) e nossa natureza carnal é caída. Mas Ele se recusa a deixar-nos como estamos, o propósito dEle é muito maior. Quanto à salvação, o que nos garante que futuramente não tropecemos por besteiras das quais nos alimentamos há anos atrás.

    Por isso, finalizado com a leitura de Pv 2, 3-5 e com o texto original.
    Pv 2:3 Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento.
    Pv 2:4 Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido.
    Pv 2:5 Se você fizer isso, saberá o que quer dizer temer o SENHOR, e aprenderá a conhecê-lo.



    sábado, 15 de agosto de 2009

    100% dEle

    É estranho como pedimos para Deus nos moldar, trabalhar em nossa vida, mas quando isso acontece reclamamos, perguntamos por quê isso está acontecendo e, principalmente, não buscamos ajuda diretamente dEle.
    No livro "Uma Vida com Propósitos", de Rick Warren, há uma única vez em que ele cita a palavra "ansiedade" e é justamente no trecho que diz: "Como você sabe quando Deus está no centro da sua vida? Quando Deus está no centro de sua vida, você adora. Quando não está, você fica preocupado. A ansiedade é a luz de advertência, que indica que Deus foi empurrado para o lado. Você voltará a ter paz no instante em que o coloca de volta ao centro. A Bíblia diz: A consciência da completitude de Deus [...] dará paz a vocês. É maravilhoso quando Cristo desfaz a preocupação que está no centro de sua vida.". E encontrei uma bela prova disso no Antigo Testamento, em 2Cr 15:15: "O povo de Judá ficou alegre por causa desse juramento, que tinha feito com todo o coração. E, por terem procurado o SENHOR com toda a boa vontade, ele deixou que o achassem e permitiu que vivessem em paz com todos os povos vizinhos."
    Lendo o capitulo 15 e 16 de Crônicas, vemos que por causa da obediência do Rei Asa, não houve guerra durante muito tempo, ela só voltou a ocorrer quando as pessoas se afastaram de Deus, tal como a colega @deborahramos tweetou ontem: "Já pararam pra pensar? Quando nos distraímos com coisas não relacionadas com a comunhão com o pai, enfraquecemos?". Logo após, ela mesma respondeu com outro tweet: "Jesus nos pediu constante comunhão com Ele quando disse:“Orai sem cessar” (II Tessalonicenses 5.17)".
    E é isso que venho chamar a atenção para todo aquele que se sente "dormente" na vida cristã, achando que Deus está longe, com dificuldade de orar, querendo entender o que está acontecendo. Na verdade, sempre que tentamos entender as coisas, só perdemos tempo e andamos em círculos. Deus nos chama para avançar, não pra retroceder, não podemos parar, somente seguir em frente (Hb 10, 39). Chega de confiarmos na própria sabedoria, isso é inútil e isto sim é IRRACIONAL, afinal alguém confiaria em alguém limitado? Vejam o que está escrito em 1Co 2:4: "O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus.".
    Concluo meu raciocínio incentivando-nos a recordarmos do primeiro amor (Col 1:23: "Mas é preciso que vocês continuem fiéis, firmados sobre um alicerce seguro, sem se afastar da esperança que receberam quando ouviram a boa notícia."). Naquela época, era mais fácil ser 100% dEle porque buscávamos ajuda direto da fonte. E agora, por que é diferente?

    sexta-feira, 17 de julho de 2009

    Quando os planos não dão certo!

    Não são poucas as vezes em que planejamos algo e isso não dá certo.

    A despeito de nossa revolta, o que Deus diz sobre tudo isso?

    1 - Tudo isso trabalha para o nosso bem (Rm 8, 28), por isso a Bíblia diz em 1Ts 5, 18: “e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.”

    2 - É necessário que busquemos contentamento nas situações, pois todos sempre teremos problemas por toda a vida (Jo 16, 33), mas por outro lado sempre temos algo pra agradecer a Deus, nem que seja por mais um dia de vida. Veja o que Paulo diz em Fp 4, 12: “Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco.”

    3 - Nem sempre os nossos planos são os planos de Deus (Is 55, 8-9), assim como os nossos caminhos nem sempre são os caminhos dEle e tampouco os nossos pensamentos são os pensamentos dEle (Jr 29, 11). Para tudo isso, vale a pena ler o que está em Tg 4, 14-15: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo.’ ”

    Um bom dia e que todos nós diminuamos para que Ele possa crescer, que eu não estava vivo hoje, mas que Ele viva em mim

    domingo, 12 de julho de 2009

    O martírio pelo controle de tudo

    Nós, seres humanos, temos algo chamado orgulho e sabedoria humana, que não nos permite naturalmente glorificar a Deus e submeter nossa vontade a Ele. E por que digo isso? Porque sempre achamos que sabemos de tudo. Romanos 1: 21-22 fala claramente sobre isso:

    1.21: "Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
    1.22: "Eles dizem que são sábios, mas são tolos."

    Também não podemos ver nada fora do lugar, ou então enfrentar situações adversas que nos incomodam há tempo, pois logo já estamos murmurando: "Isso de novo?", "Quando tudo vai passar?", "Eu não agüento tanto problema". E sabemos que a vida sempre apresentará problemas, Jesus já alertava isso em Jo 16:33.

    A partir dessa brecha vem a vontade de controlar tudo, o perfeccionismo e a tentativa de fuga e negação da dor, e conseqüentemente, da realidade, pois a realidade contém dores. E sabendo quais os passos para nos livrarmos desse vício, entramos numa ansiedade por cumprir os mesmos, criando um círculo vicioso, um martírio e um complexo de culpa, gerando sentimentos negativos que nunca levam à vitória. Daí não é de se surpreender de ver o quanto estamos dominado por medos injustificáveis em determinados momentos. A dúvida passou a reinar apesar de existir a verdade, o equilíbrio já não existe porque a esperança e o alvo nos foram furtados.

    Porém sabedoria humana, esforço próprio, autoconfiança e decisões pessoais não são suficientes pra lidarmos com nossas vidas. É necessário o Deus invisível mas real, pois tudo que podemos ver se deteriora. Não adianta apelarmos para a ciência e para o mundo natural a fim de construirmos nosso caminho, pois elas são somente uma parte da realidade e não explicam tudo.

    Então, que tal largarmos a impaciência, sensibilidade e irritabilidade (geradas pelos males supracitados e que não são fruto do Espírito) para nos rendermos a Deus e lutar não por força ou violência mas pelo Espírito (Zc 4:6)? Só assim o orgulho humano se submeterá a Deus e ao seu devido propósito!

    Uma abençoada semana, um dia de cada vez (Mt 6, 34) e agradecendo em todas as circunstâncias (1Ts 5:18)