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    quinta-feira, 16 de junho de 2011

    A beleza da integridade da Palavra

    Hoje percebi uma feliz e grata correlação de vários versículos bíblicos e exponho aqui a minha percepção:

    Lei x Castigo x Condenação

    Comparando os versículos abaixo, fica ainda mais clara a frase que a @NormaBlog tuitou ontem: "A lei ensina o que tu deves e o que te falta, Cristo dá o que tu deves fazer e obter." (Martinho Lutero). Sempre que pensamos demais na lei sem lembrar do sacrifício de Cristo, nos agarramos à nossa natureza pecaminosa. Quando de fato confiamos em Deus, vivemos pelo Seu amor que nos sustenta e nada nos condena

    Rom 4:15 Pois a lei traz o castigo de Deus. Mas, onde não existe lei, também não existe desobediência à lei.

    1Jn 4:18 No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo.

    1Jn 3:20 Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior do que o nosso coração e conhece tudo.

    Revestidos por Cristo

    A partir da nossa nova vida em Cristo, somos unidos com Cristo, nossa velha natureza está morta por causa daquilo que Ele fez na cruz, mas cabe a nós apropriar-nos disto pela Palavra e por Suas promessas. Quando tomamos a armadura que Ele nos dá (e não a nossa própria força de vontade), estamos dentro do Seu propósito e buscando-O em primeiro lugar

    Gal 3:27 Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo.

    Eph 6:13 Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.

    Em resumo é isso, e contiuemos a crescer em Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre

    segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

    Temor: a estranha solução

    Dando continuidade ao post sobre temor e mudança, sugiro aos leitores a apreciação deste vídeo.

    Nele, Mark Driscoll deixa claro que é inútil e tolice temer aos homens tampouco se precaver das conseqüências deste temor. Este é o tipo de atitude que mais facilmente culminará em medo do que respeito e zelo.

    E de fato é estranho um ser humano falho basear-se em seus próprios limitados ensinamentos ou apoiar-se totalmente no ensino alheio se ambos são questionáveis. Assim, a figura de um Criador torna as coisas muito mais sensatas, papel semelhante e humanamente ocupado pela figura dos pais na infância.

    Pra finalizar, uma palavra de consolo aqui e um belo exemplo aqui. O companheiro Alberto foi muito feliz afirmando que Deus falou conosco e que Ele não é estranho. Todo aquele que se permite esta experiência não sai frustrado, pois Deus participa das nossas vidas, não de um jeito que todos possam ver externamente, mas de uma maneira interna e peculiar que traz a paz que excede todo o entendimento

    quarta-feira, 24 de novembro de 2010

    Somos aceitos - Parte 2

    Olá pessoal,

    Gostaria de complementar o post anterior com dois textos muito interessantes:

    1 - "Fantasmas não existem": este texto nos incentiva a descobrir Deus por nós mesmos

    2 - "Salvação, Expiação, Liberdade e Cura": destaco o trecho "Deus nos aceita mediante a fé em Jesus, apesar de sermos inaceitáveis. Assim, nossa obra é simplesmente aceitar ser aceito. Geralmente as pessoas têm senso de reivindicação. Isto ocorre por pensarem que possuem méritos. Assim, onde houver méritos haverá reivindicação."

    Boa leitura


    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Somos aceitos

    A definição de voz passiva e voz ativa é importante no Evangelho para posicionar o homem no seu lugar. Deus não pode ser nosso mordomo, e sim o contrário. Por isso, acho importante esclarecer a direção de relacionamento entre o homem e Deus.

    Começo com 1Jo 4:19, onde diz que
    "Nós amamos porque Deus nos amou primeiro.". Assim, a iniciativa e o convite foi de Deus. Imagine que você convide um familiar para uma festa. O familiar foi convidado (voz passiva) e ele pode aceitar ou não. Se ele não aceitar, automaticamente ele rejeitou, e quem perdeu de ir na festa foi ele pois a festa vai haver independente da presença dele ou não. Se o familiar aceitar, ele desfrutará da festa e honrará o convite que lhe foi feito e posteriormente aceito. Em Ap 3:20, há algo bem semelhante: "Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.". Vejam que não foi o familiar que aceitou você, mas ele aceitou seu convite, sua iniciativa em convidá-lo.

    O mesmo ocorre com um pedido de desculpas. Alguém faz o pedido, que pode ser
    aceito ou rejeitado. Continuando a analogia de bater a porta, vejamos o que diz em Lc 11:9: "Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.". Tendo como base Rom 3:23: "Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.", é coerente que o ser humano busque e peça a reconciliação com Deus, para depois ser aceito.

    Outro agente desta reconciliação é o Espírito Santo, tal como dito em Fp 2:13:
    "Pois Deus está sempre agindo em vocês para que obedeçam à vontade dele, tanto no pensamento como nas ações." e Jo 16:8: "Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma idéia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus.". Como resultado disso, desfrutamos da presença de Deus, ainda que não seja completa pois seus mistérios ainda não foram totalmente revelados (1Co 13:12: "O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus").

    As referências em Rm 3:20; Rm 4:2-3, 9, 11, 13, 22-25 corroboram com a afirmação de que
    somos aceitos por Deus pela fé, que inclusive é Ele quem proporciona a nós, quando O buscamos de todo o coração.

    O perigo de achar que aceitamos Jesus é pensar que Ele está à nossa disposição a qualquer hora para qualquer pedido. Precisamos nos colocar no nosso lugar e reconhecê-lo como Senhor, e não somente como Salvador.

    sexta-feira, 29 de outubro de 2010

    Regras, liberdade e o pecado

    Muito se questionam os limites e regras comentados no meio cristão. Diz-se que eles limitam a vida das pessoas, que causam repressão, que querem controlar a vida dos outros. Tirando o fato de que qualquer benefício pode ser usado para o mal, creio que poucas pessoas pensam no rumo de suas vidas e se deixam engolir pelo dia-a-dia, vivendo conforme as situações as levam. Muitos pensam que o pecado tira a nossa liberdade (não se pode fazer isso, aquilo, etc), já eu vejo, pela Palavra, que o pecado nos dá a liberdade...de escolher fazer a coisa certa

    Por isso mesmo é importante ter referências e limites, sem os quais andamos em círculos na vida. Um bom exemplo é o trânsito. Tal qual a vida cristã, o trânsito tem regras e muitos acham que elas devem ser respeitadas, pois sabem que há um propósito por trás de cada regra. Por que então seria diferente com a vida cristã? Entretanto, o peso do julgamento é outro.

    Também acho exagerado falar em repressão, pois existem várias coisas que sabemos que não devemos fazer, embora exista a vontade de fazer somente para deixar "vazar" a raiva. Por que é diferente na vida cristã?

    Como se vê, limites e regras existem em todo o lugar, mas creio que o importante seja conhecer o porquê e o propósito. É isso que motiva as pessoas a terem disciplina. Com o conhecimento, vem a obediência. Além disso, Deus não nos criaria sem propósito, certo? Muitos acham que Ele nos abandonou neste mundo por causa das dificuldades mas as dificuldades são justamente o megafone de Deus para o ser humano, para que ele deixe de viver pra si mesmo.


    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    O problema do conhecimento

    No momento atual, com a internet, não é mais tão difícil obter conhecimento. Entretanto, conforme afirmado em Lc 12, 48 "Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido". O excesso de conhecimento traz distração e indecisão, mas a falta de conhecimento nos põe em risco de ser enganado perante a situações e pessoas. Desta forma, o equilíbrio e a sabedoria de Deus são os requisitos que precisamos para dosar a influência do conhecimento nas nossas atitudes.

    O Evangelho por si só já traz um grande conhecimento: o da natureza pecaminosa humana. E a partir disso a decisão do homem pode ser tanto rejeitar o Evangelho como aceitar viver conforme ele propõe e obter a vida abundante que ele promete. E ainda há a classe daqueles que conheceram a Palavra, desfrutaram dela e a rejeitaram. Tais pessoas têm o conhecimento, sabem das conseqüências e ainda assim, não conseguem tomar a atitude que esperam de si mesmas (2Pe 2,20).

    O Espírito Santo que habita em cada nova criatura também nos traz conhecimento: o do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16,8) e esse conhecimento também requer uma atitude (1Jo 3, 18). Porém, o cristão sempre está em processo de santificação, tentando largar os velhos hábitos e dar lugar àquilo que Cristo ensina para nossa vida e nem sempre estamos decididos a mudar aquilo que precisa ser mudado. Nem por isso Deus nos ama menos, mas por isso mesmo Ele nos ama, para corrigir (Hb 12, 5)

    A soberba é outra problema do conhecimento. Por vezes, nos consideramos bons demais perante aqueles que não têm o mesmo entendimento e começamos a segregar ao invés de aproximar. Com toda certeza não é isso que Deus planejou para suas criaturas e este tipo de atitude só nos leva para longe dele (imagine se todos agissem assim), tal qual Pv 8, 13. Quanto mais conhecimento se adquire, é possível que passemos a não concordar com coisas que antes eram indiferentes para nós, mas o problema disso é quando a intolerância se une com a soberba. Devemos ser sim intolerantes e bereanos (At 17, 11) com preceitos que são contrários à Palavra, mas a diferença é como reagiremos a isso. Além disso, é importante classificar aquilo que não é importante para que o essencial não se perca por causa do detalhe do conhecimento adquirido (Ec 1,18: "Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre").

    Creio que a resposta para o conhecimento que temos já foi elucidada no texto. E tal resposta está na Palavra. Cada situação demonstrada acima possuía uma referência no nosso manual de vida, a Bíblia e este conhecimento não tem preço