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    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    Quando a coisa não anda

    Há momentos em que queremos muito que uma situação tome um outro rumo, temos saudades dos tempos em que tudo estava no seu lugar (embora não notássemos e não agradecêssemos por isso), fixamos nosso pensamento nisso e tentamos de toda forma fazer aquilo acontecer.

    Pois bem, força de vontade não basta. Isso parece fatalista, certo? Do tipo "poxa, então não tem solução, só com esforço sobre-humano". Na verdade não, pois tendemos a focar nossos esforços naquilo que não podemos alterar. Assim, quando a coisa não anda:

    - mesmo que oremos, foquemos nossos esforços na situação, nos sentimos perdidos pois tendemos a focar mais no problema do que na atitude da solução
    - sabemos o que tem que fazer, mas nos sentimos sem forças, porque confiamos na nossa força e não no poder de Deus
    - ficamos decepcionados conosco, pois sabemos que poderíamos nos doar e fazer mais do que estamos fazendo, mas preferimos o caminho da lamentação, auto-piedade e murmuração
    - somos tomados pelo negativismo, pois como queremos a solução imediata e ela não acha, achamos que nada vai dar certo
    - ficamos andando em círculo ao redor do problema e suas causas, ou nos culpando ou não admitindo que tal situação nos atingiu
    - criamos uma pressão acima do normal sobre nós mesmos, ficamos exigentes, aumentamos a auto-cobrança, enfim uma reação exagerada a um fracasso normal da vida
    - ficamos cegos e não enxergamos as coisas como Deus enxergaria, deixando de apreciar a vida como ela deveria ser apreciada
    - ficamos cansados de tudo, tudo irrita, aquilo que nos dava alegria já não dá mais

    Em resumo, quando a coisa não anda, tendemos a focar somente nos problemas, nas lamentações e a solução é nos achegarmos a Deus e transformarmos a energia da lamentação em energia para atitude e lembrar que somos perdoados por Deus, pela morte de Cristo e que podemos nos achegar com confiança à presença dEle

    quinta-feira, 22 de julho de 2010

    Sufoco: é hora de respirar

    Pressões fazem parte da vida de todos. Algumas vezes elas existem porque somos indecisos, perfeccionistas, em outros casos ocorre pelo fato de termos uma responsabilidade a cumprir.

    Para os adolescentes, a pressão é ainda maior, pois é um momento onde sua imagem exterior vale muito mais que o interior. É uma fase na qual o caráter não é valorizado, pelo contrário, recebem a atenção aqueles que demonstram não ter caráter, que são ousados e que fazem coisas que ninguém poderia fazer. O problema destas pressões é que elas vêm carregadas de teor emocional, o que normalmente nos leva a tomar decisões erradas e equivocadas, coisas das quais nos arrependeremos depois.

    Em Lc 8, Jesus fala da parábola do semeador e dos tipos de semente. No versículo 14, aborda o nosso dia-a-dia: "As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem". Sim, todos têm preocupações mas temos a opção de não nos entregarmos a elas.

    Pode-se afirmar: "mas é impossível não me preocupar, eu tenho que resolver isso etc etc". O problema de fixarmos nossos olhos naquilo que é terreno é o afastamento de Deus que isso traz. Quanto mais nos enchemos de coisas deste mundo, pouco espaço daremos a Deus e depois estaremos frios, duros, andando em círculos sem saber por quê.

    Se isso condiz com sua condição atual, eis o que a Palavra fala em vários pontos: Persista, permaneça! Se nossas raízes não receberem o alimento de Deus, receberão o alimento do mundo, que não leva à vida (basta ver para onde o mundo está indo). Assim, quanto mais deixamos que as coisas do mundo nos dominem, menos conseguiremos andar na presença de Deus que nos dá paz. Jó 14, 7-9 diz: “Para uma árvore há esperança; se for cortada, brota de novo e torna a viver. Mesmo que as suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova."

    O fruto da persistência até demora, mas ele chega com grande sabor

    sexta-feira, 11 de setembro de 2009

    Priorizando prioridades

    Em tempos de excesso de tarefas e aparente escassez de tempo, nada melhor que um post sobre "Prioridades". A inspiração para este assunto veio quando li o post de mesmo título do amigo Cleyton Hort. Deus usa uma infinidade de ferramentas para falar conosco e naquele dia, usou este texto.

    É normal que nos encontremos cheio de tarefas e extenuados, pois querer ter o controle de tudo é algo que vem da natureza carnal e caída do ser humano. Mas nem por isso tal situação é aceitável, pois isso não faz parte do plano de Deus. Quando nos vemos sufocados, atarefados, normalmente criamos jugos para nós mesmos, invertemos conceitos, distorcemos verdade e ainda por cima achamos que sabemos de nossos limite do que Deus. Nessas situações, não permitimos que Deus cuide de nós, não queremos ouvir Suas orientações, queremos apenas convencê-Lo de que precisamos fazer tudo aquilo que pensamos que é necessário. Às vezes até existe um certo legalismo, visto que um de seus objetivos é agradar mais a pessoas do que a Deus.

    O mesmo vale para qualquer outro aspecto da vida, pois isso que a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4, 12), ela vale até hoje e valerá para sempre (Hb 13,8). Como já citei no último post, essas horas de agitação são próprias para refletirmos com calma no rumo que damos à nossa vida e não para buscarmos preencher nossas vazios com coisas deste mundo. "A pessoa que se mantém calma é sábia, mas a que facilmente perde a calma mostra que não tem juízo" (Pv. 14.29)

    sábado, 15 de agosto de 2009

    100% dEle

    É estranho como pedimos para Deus nos moldar, trabalhar em nossa vida, mas quando isso acontece reclamamos, perguntamos por quê isso está acontecendo e, principalmente, não buscamos ajuda diretamente dEle.
    No livro "Uma Vida com Propósitos", de Rick Warren, há uma única vez em que ele cita a palavra "ansiedade" e é justamente no trecho que diz: "Como você sabe quando Deus está no centro da sua vida? Quando Deus está no centro de sua vida, você adora. Quando não está, você fica preocupado. A ansiedade é a luz de advertência, que indica que Deus foi empurrado para o lado. Você voltará a ter paz no instante em que o coloca de volta ao centro. A Bíblia diz: A consciência da completitude de Deus [...] dará paz a vocês. É maravilhoso quando Cristo desfaz a preocupação que está no centro de sua vida.". E encontrei uma bela prova disso no Antigo Testamento, em 2Cr 15:15: "O povo de Judá ficou alegre por causa desse juramento, que tinha feito com todo o coração. E, por terem procurado o SENHOR com toda a boa vontade, ele deixou que o achassem e permitiu que vivessem em paz com todos os povos vizinhos."
    Lendo o capitulo 15 e 16 de Crônicas, vemos que por causa da obediência do Rei Asa, não houve guerra durante muito tempo, ela só voltou a ocorrer quando as pessoas se afastaram de Deus, tal como a colega @deborahramos tweetou ontem: "Já pararam pra pensar? Quando nos distraímos com coisas não relacionadas com a comunhão com o pai, enfraquecemos?". Logo após, ela mesma respondeu com outro tweet: "Jesus nos pediu constante comunhão com Ele quando disse:“Orai sem cessar” (II Tessalonicenses 5.17)".
    E é isso que venho chamar a atenção para todo aquele que se sente "dormente" na vida cristã, achando que Deus está longe, com dificuldade de orar, querendo entender o que está acontecendo. Na verdade, sempre que tentamos entender as coisas, só perdemos tempo e andamos em círculos. Deus nos chama para avançar, não pra retroceder, não podemos parar, somente seguir em frente (Hb 10, 39). Chega de confiarmos na própria sabedoria, isso é inútil e isto sim é IRRACIONAL, afinal alguém confiaria em alguém limitado? Vejam o que está escrito em 1Co 2:4: "O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus.".
    Concluo meu raciocínio incentivando-nos a recordarmos do primeiro amor (Col 1:23: "Mas é preciso que vocês continuem fiéis, firmados sobre um alicerce seguro, sem se afastar da esperança que receberam quando ouviram a boa notícia."). Naquela época, era mais fácil ser 100% dEle porque buscávamos ajuda direto da fonte. E agora, por que é diferente?

    domingo, 12 de julho de 2009

    O martírio pelo controle de tudo

    Nós, seres humanos, temos algo chamado orgulho e sabedoria humana, que não nos permite naturalmente glorificar a Deus e submeter nossa vontade a Ele. E por que digo isso? Porque sempre achamos que sabemos de tudo. Romanos 1: 21-22 fala claramente sobre isso:

    1.21: "Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
    1.22: "Eles dizem que são sábios, mas são tolos."

    Também não podemos ver nada fora do lugar, ou então enfrentar situações adversas que nos incomodam há tempo, pois logo já estamos murmurando: "Isso de novo?", "Quando tudo vai passar?", "Eu não agüento tanto problema". E sabemos que a vida sempre apresentará problemas, Jesus já alertava isso em Jo 16:33.

    A partir dessa brecha vem a vontade de controlar tudo, o perfeccionismo e a tentativa de fuga e negação da dor, e conseqüentemente, da realidade, pois a realidade contém dores. E sabendo quais os passos para nos livrarmos desse vício, entramos numa ansiedade por cumprir os mesmos, criando um círculo vicioso, um martírio e um complexo de culpa, gerando sentimentos negativos que nunca levam à vitória. Daí não é de se surpreender de ver o quanto estamos dominado por medos injustificáveis em determinados momentos. A dúvida passou a reinar apesar de existir a verdade, o equilíbrio já não existe porque a esperança e o alvo nos foram furtados.

    Porém sabedoria humana, esforço próprio, autoconfiança e decisões pessoais não são suficientes pra lidarmos com nossas vidas. É necessário o Deus invisível mas real, pois tudo que podemos ver se deteriora. Não adianta apelarmos para a ciência e para o mundo natural a fim de construirmos nosso caminho, pois elas são somente uma parte da realidade e não explicam tudo.

    Então, que tal largarmos a impaciência, sensibilidade e irritabilidade (geradas pelos males supracitados e que não são fruto do Espírito) para nos rendermos a Deus e lutar não por força ou violência mas pelo Espírito (Zc 4:6)? Só assim o orgulho humano se submeterá a Deus e ao seu devido propósito!

    Uma abençoada semana, um dia de cada vez (Mt 6, 34) e agradecendo em todas as circunstâncias (1Ts 5:18)