Tenho certeza que todos já se viram pensando sobre uma mesma coisa por um período e sem conseguir parar de pensar nisso. Isso se assemelha muito a passagens em que os israelistas rodeavam montes sem sair do lugar (vide Dt 2, 3: "Vocês já caminharam bastante tempo ao redor destas montanhas; agora andem para o norte.)
Elenco abaixo algumas semelhanças pertinentes a esta situação:
- Queremos nos livrar de um problema/situação sem enxergar a realidade que é implícita a ele. Isso soa ou como teimosia ou como procrastinação
- Indecisão do que fazer. Queremos abraçar o mundo, fazer tudo, tirar vantagem de tudo e evitar fazer escolhas, pois as escolhas nos fazem abrir mão das coisas que decidimos não fazer. Porém, não percebemos um fato sobre as coisas sobre as quais tínhamos dúvidas: se quiséssemos fazer, ja teríamos feito!
- Quando se pensa demais em algo, pesando prós e contras, normalmente só se consegue olhar os contras pois somos seres limtiados que só conhecem o passado e o presente. Não conseguimos antever as beneces que poderão vir no futuro. Por isso que se diz que às vezes é melhor não pensar muito e arriscar, pois se pensar muito, desistimos
- O bom é inimigo do ótimo. Analisar os detalhes e querer êxito em tudo pode ser uma receita pro fracasso, pois de tanto especificar pode-se decidir nem iniciar. Aquilo que é feito é melhor do que aquilo que é perfeito, conforme podcast do Ricardo Vargas. Afinal, o que está feito pode ser evoluído, o que é perfeito talvez ainda é só algo distante e virtual
- Faz parte do perfil controlador, aquele que quer que tudo saia daquele jeito porque a pessoa julga que este é o único jeito certo. Será mesmo? Quantas vezes a coisa "saiu das nossas rédeas" e tomou um caminho ainda melhor? Quando tentamos controlar tudo, aí é que caímos na armadilha, pois vemos que não podemos controlar nada e isso é desesperador
- Cai-se na armadilha do círculo insano. Eu fixo em um problema, sei qual é a solução, sei que há limitações, mas quero achar uma maneira de fugir delas, noto que não existe tal maneira, mas ainda sim eu tento porque não me conformo com tal situação, porque quero a solução imediatamente, etc. Isso tem fim?
Não sei se você se identificou com alguma destas sensações mas o fato é que quando fixamos em um problema, é dificil deixar de olhar para o problema e perceber o contexto. E mais, perceber que o problema pode não ser tão importante como imaginamos neste momento. Sim, quanto mais nos fixamos em algo, mais aquilo aumenta. Já notou como reparamos mais em algo quando alguém nos alerta sobre isso? (ex: maus motoristas, defeitos alheios)
A solução é tão simples como a Palavra de Deus: confiar nEle e partir para o alvo, que é ser semelhante a Cristo.
Rom 8:28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Php 3:13 Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,
Php 3:14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Chega Natal
Por algumas vezes vejo as frases "Chega Natal", "Chega férias" nos comunicadores instantâneos e redes sociais das pessoas. Quando vejo isso, me pergunto se as prioridades de tais pessoas estão devidamente ajustadas, se não há sobrecarga de agendas, mas independente da resposta, algo está errado:
Acho muito complicado alguém depender do Natal ou das férias para sentir-se realizado. Para mim, isto é um sinal de que a pessoa não planejou bem o ano inteiro. E, paradoxalmente ou não, os projetos pessoais são justamente aquilo que "trava" a nossa vida. Os projetos e expectativas dos judeus foram justamente aquilo que os levaram a crucificar Jesus. A gente se prende tanto àquilo que esperamos de Deus que tendemos a prendê-lo numa caixa.
E quando chegam as férias, o Natal ou aquilo que é esperado? A vida é muito melhor nestes períodos? Se a resposta for: "claro, afinal é férias, é Natal" então convido a repensar o ano inteiro. A mesma pessoa poderá responder: "ah, mas são tantas obrigações, tanto stress, tanta correria". Deus deu 24h a todos, se algo está corrido somos nós mesmos que tornamos o tempo corrido e nos prendemos nele.
Por fim, nesta correria toda, deixo um lembrete para amarmos nossas mães (algo que sempre é procrastinado), um pensamento e uma oração
PENSAMENTO:
O que mais importa? Prioridades são importantes nas nossas
vidas cotidianas se vamos ter sucesso e ser produtivos. Esta
verdade se estende à nossa vida cristã também. Queremos nos
concentrar no que é importante, essencial e prioridade. Paulo nos
lembra do essencial: Fé se mostrando em ações amorosas. Fé que
não tem ação amorosa e nem ajuda é morta (Tiago 2). Jesus quer
que a nossa fé tenha expressão em serviço vibrante e amoroso.
ORAÇÃO:
Todo Poderoso Deus, por favor, perdoe-me pelas vezes em que
perdi a visão daquilo que é essencial e focalizei no trivial. Por
favor, perdoe-me pelas vezes em que meus interesses e
preocupações foram mais importantes para mim do que servir outros
com amor. Por favor, dê-me olhos para enxergar as pessoas que o
Senhor quer que eu sirva hoje, para que outros possam conhecer o
amor de Jesus. No nome de Jesus eu oro. Amém.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Ensaio sobre o legalismo
Ao ler algumas folhas de "Maravilhosa Graça", de Philip Yancey, achei interessante destacar alguns aspecto do legalismo para que façamos nossa análise pessoal:
1 - muitas vezes tocamos uma música no piano, ficamos tão atentos para não errar mas não prestamos atenção na essência da mesma. Desta forma, seguimos as instruções da Bíblia por medo, encarando-as como regras que definem o quanto serei próximo de Deus e quanto Ele gostará de mim. O objetivo principal, que era ser amado por Deus e conhecê-lo, fica em segundo plano
2 - tende a priorizar coisas exteriores e secundárias, criando uma máscara, ao invés de se preocupar com o interior e com a essência, que leva mais tempo para se adequar
3 - seguir as regras somente para cumprir um protocolo traz escravidão ao invés de trazer liberdade através da disciplina. Assim, cria-se a cultura que o cristão não poder beber quando na verdade ele pode mas escolhe fazer isto de forma moderada ou não fazer para desfrutar o que de melhor Deus tem pra ele. A escravidão nos incentiva a cumprir regras por medo; a liberdade incentiva por amor
4 - o legalismo nos distancia de Deus, sendo que o foco dEle e o principal é que nos aproximemos. O legalismo não permite que assumamos que somos falhos, mas nos faz pensar que somos superiores, anulando a graça que possibiltaria a liberdade e uma maior proximidade de Deus
E continuem seguindo o alvo, que é Cristo
1 - muitas vezes tocamos uma música no piano, ficamos tão atentos para não errar mas não prestamos atenção na essência da mesma. Desta forma, seguimos as instruções da Bíblia por medo, encarando-as como regras que definem o quanto serei próximo de Deus e quanto Ele gostará de mim. O objetivo principal, que era ser amado por Deus e conhecê-lo, fica em segundo plano
2 - tende a priorizar coisas exteriores e secundárias, criando uma máscara, ao invés de se preocupar com o interior e com a essência, que leva mais tempo para se adequar
3 - seguir as regras somente para cumprir um protocolo traz escravidão ao invés de trazer liberdade através da disciplina. Assim, cria-se a cultura que o cristão não poder beber quando na verdade ele pode mas escolhe fazer isto de forma moderada ou não fazer para desfrutar o que de melhor Deus tem pra ele. A escravidão nos incentiva a cumprir regras por medo; a liberdade incentiva por amor
4 - o legalismo nos distancia de Deus, sendo que o foco dEle e o principal é que nos aproximemos. O legalismo não permite que assumamos que somos falhos, mas nos faz pensar que somos superiores, anulando a graça que possibiltaria a liberdade e uma maior proximidade de Deus
E continuem seguindo o alvo, que é Cristo
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