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    quinta-feira, 16 de junho de 2011

    A beleza da integridade da Palavra

    Hoje percebi uma feliz e grata correlação de vários versículos bíblicos e exponho aqui a minha percepção:

    Lei x Castigo x Condenação

    Comparando os versículos abaixo, fica ainda mais clara a frase que a @NormaBlog tuitou ontem: "A lei ensina o que tu deves e o que te falta, Cristo dá o que tu deves fazer e obter." (Martinho Lutero). Sempre que pensamos demais na lei sem lembrar do sacrifício de Cristo, nos agarramos à nossa natureza pecaminosa. Quando de fato confiamos em Deus, vivemos pelo Seu amor que nos sustenta e nada nos condena

    Rom 4:15 Pois a lei traz o castigo de Deus. Mas, onde não existe lei, também não existe desobediência à lei.

    1Jn 4:18 No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo.

    1Jn 3:20 Pois, se o nosso coração nos condena, sabemos que Deus é maior do que o nosso coração e conhece tudo.

    Revestidos por Cristo

    A partir da nossa nova vida em Cristo, somos unidos com Cristo, nossa velha natureza está morta por causa daquilo que Ele fez na cruz, mas cabe a nós apropriar-nos disto pela Palavra e por Suas promessas. Quando tomamos a armadura que Ele nos dá (e não a nossa própria força de vontade), estamos dentro do Seu propósito e buscando-O em primeiro lugar

    Gal 3:27 Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo.

    Eph 6:13 Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.

    Em resumo é isso, e contiuemos a crescer em Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre

    segunda-feira, 8 de novembro de 2010

    Tá todo mundo louco

    Talvez quem olhe o mundo cristão de fora da igreja vai imaginar que esse povo é um bando de loucos: adoram a um deus invisível, cantam, doam parte dos rendimentos, dizem que falam com Deus e no final todos vamos morrer.

    E eu me pergunto: será que alguém seria tão louco de se entregar a Deus, mudar sua vida só por medo, sendo que antes disso vivia sem Deus e sem temor disso? Por acaso pode Deus mentir? A Bíblia é um livro de mentiras?

    Em Hb 5, são enumerados motivos para a nossa imaturidade e desconfiança:
    Heb 5:13 E quem precisa de leite ainda é criança e não tem nenhuma experiência para saber o que está certo ou errado.
    Heb 5:14 Porém a comida dos adultos é sólida, pois eles pela prática sabem a diferença entre o que é bom e o que é mau.

    Mas em Mt 6, 33 temos a referência de que precisamos: "Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas."

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    O problema do conhecimento

    No momento atual, com a internet, não é mais tão difícil obter conhecimento. Entretanto, conforme afirmado em Lc 12, 48 "Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido". O excesso de conhecimento traz distração e indecisão, mas a falta de conhecimento nos põe em risco de ser enganado perante a situações e pessoas. Desta forma, o equilíbrio e a sabedoria de Deus são os requisitos que precisamos para dosar a influência do conhecimento nas nossas atitudes.

    O Evangelho por si só já traz um grande conhecimento: o da natureza pecaminosa humana. E a partir disso a decisão do homem pode ser tanto rejeitar o Evangelho como aceitar viver conforme ele propõe e obter a vida abundante que ele promete. E ainda há a classe daqueles que conheceram a Palavra, desfrutaram dela e a rejeitaram. Tais pessoas têm o conhecimento, sabem das conseqüências e ainda assim, não conseguem tomar a atitude que esperam de si mesmas (2Pe 2,20).

    O Espírito Santo que habita em cada nova criatura também nos traz conhecimento: o do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16,8) e esse conhecimento também requer uma atitude (1Jo 3, 18). Porém, o cristão sempre está em processo de santificação, tentando largar os velhos hábitos e dar lugar àquilo que Cristo ensina para nossa vida e nem sempre estamos decididos a mudar aquilo que precisa ser mudado. Nem por isso Deus nos ama menos, mas por isso mesmo Ele nos ama, para corrigir (Hb 12, 5)

    A soberba é outra problema do conhecimento. Por vezes, nos consideramos bons demais perante aqueles que não têm o mesmo entendimento e começamos a segregar ao invés de aproximar. Com toda certeza não é isso que Deus planejou para suas criaturas e este tipo de atitude só nos leva para longe dele (imagine se todos agissem assim), tal qual Pv 8, 13. Quanto mais conhecimento se adquire, é possível que passemos a não concordar com coisas que antes eram indiferentes para nós, mas o problema disso é quando a intolerância se une com a soberba. Devemos ser sim intolerantes e bereanos (At 17, 11) com preceitos que são contrários à Palavra, mas a diferença é como reagiremos a isso. Além disso, é importante classificar aquilo que não é importante para que o essencial não se perca por causa do detalhe do conhecimento adquirido (Ec 1,18: "Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre").

    Creio que a resposta para o conhecimento que temos já foi elucidada no texto. E tal resposta está na Palavra. Cada situação demonstrada acima possuía uma referência no nosso manual de vida, a Bíblia e este conhecimento não tem preço


    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    Pensando demais no "eu"

    Hoje em dia não é raro que as pessoas julguem a igreja como uma instituição que quer mandar no pensamento alheio, que não quer que as pessoas pensem por si próprias, que ela só serve para ditar regras à vida das pessoas. Poucos consideram a igreja como a instituição de Deus aqui na Terra (e esse é o papel que ela deve exercer).

    Não vou aqui questionar as razões de as pessoas tirarem estas conclusões, mas não vou abrir mão do propósito de Deus para a igreja e para a vida de todos. O ser humano tende a pensar demais em si mesmo, em querer sempre tomar as decisões por si mesmo, sem depender de ninguém. Porém, ele não percebe que isso não é possível e continua tentando "dar murro em ponta de faca". A Bíblia fala que "Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso" (Pv 15:22)

    Deus dá chance a todos (1Tm 2:4 Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade) e Ele com certeza prefere que escolhamos a vontade dEle, pois ela é superior à nossa. Sim, pensamos que sabemos conduzir nossa vida, mas não sabemos. Veja o que diz Lc 9, 24-25: "Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?".

    Precisamos entender que a palavra final sobre a nossa vida não depende de nós, mas ainda assim Deus nos permite várias escolhas, cujo limite são a sua vontade soberana. Somente quando negamos nossa própria vida podemos desfrutar daquilo que seria o plano de Deus para nós. Sim, é necessário experimentar para depois dizer o que é a vida que eu vivo e a vida que Deus quer que eu viva. Negamos nossa vida para viver algo melhor, com a plenitude de Deus. Só assim poderemos dizer tal qual Paulo em Gal 2:20: "Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim."

    Por fim, saibamos que não temos luz própria, que nossos talentos advêm de um Criador e não do acaso. Afinal, se o mundo reside no acaso, pra que fomos criados com tantos talentos e características distintas?

    quinta-feira, 19 de agosto de 2010

    Justiça nada tem a ver com perdão

    Particularmente não creio num deus perfeccionista, que condena suas criaturas por qualquer deslize que elas cometam. Mas também não creio num deus que aceita tudo e se conforma com o estado de suas criaturas. Pode até ser um paradoxo, mas esse deus pede que sejamos imitadores de Jesus, que não pecou, mas dá o "remédio" do perdão às suas criaturas que, ao falharem (e sempre falharão), possam se arrepender verdadeiramente e voltar ao caminho.

    Conforme Philip Yancey, no seu livro "Maravilhosa Graça" (p. 79), o perdão não é um ato natural e por muitas vezes preferimos acalentar feridas, percorrer longas distâncias para racionalizar nosso comportamento, perpetuar brigas familiares, punir nós mesmos e aos outros: tudo para fugir do perdão. Como podemos esperar misericórdia se relutamos em concedê-la? Como podemos falar do perdão de Deus se o recebemos mas não o partilhamos com aqueles que nos chateiam e ofendem?

    O perdão é o ponto central da fé cristã. Para que houvesse a justiça de Deus, era necessária a morte de Jesus como expiação dos nossos pecados. O perdão estava estabelecido. Isso parece contraditório com o título deste post "Justiça nada tem a ver com perdão", mas não é. Deus não precisava perdoar, mas Ele preferiu estabelecer o perdão dos nossos pecados. Em geral, ninguém precisa perdoar uns aos outros, mas destruirão a ponte pela qual todos têm de passar para viver a vida que Deus preparou para nós. Sempre que perdoamos alguém, rasgamos qualquer cobrança de justiça sobre a causa perdoada. Perde-se o direito de cobrar por alguma punição em nome do amor que Jesus estendeu a todos sem exceção e demonstrou como a solução da distância entre Deus e a humanidade.

    Por fim, termino com uma frase do teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer: "Jesus não prometeu que quando abençoarmos os nossos inimigos e lhes fizermos o bem eles não abusarão de nós nem nos perseguirão. Certamente o farão. Mas nem isso pode nos ferir ou vencer, quando oramos por eles. Estamos fazendo vicariamente o que eles não podem fazer por si mesmos".

    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    Quando a coisa não anda

    Há momentos em que queremos muito que uma situação tome um outro rumo, temos saudades dos tempos em que tudo estava no seu lugar (embora não notássemos e não agradecêssemos por isso), fixamos nosso pensamento nisso e tentamos de toda forma fazer aquilo acontecer.

    Pois bem, força de vontade não basta. Isso parece fatalista, certo? Do tipo "poxa, então não tem solução, só com esforço sobre-humano". Na verdade não, pois tendemos a focar nossos esforços naquilo que não podemos alterar. Assim, quando a coisa não anda:

    - mesmo que oremos, foquemos nossos esforços na situação, nos sentimos perdidos pois tendemos a focar mais no problema do que na atitude da solução
    - sabemos o que tem que fazer, mas nos sentimos sem forças, porque confiamos na nossa força e não no poder de Deus
    - ficamos decepcionados conosco, pois sabemos que poderíamos nos doar e fazer mais do que estamos fazendo, mas preferimos o caminho da lamentação, auto-piedade e murmuração
    - somos tomados pelo negativismo, pois como queremos a solução imediata e ela não acha, achamos que nada vai dar certo
    - ficamos andando em círculo ao redor do problema e suas causas, ou nos culpando ou não admitindo que tal situação nos atingiu
    - criamos uma pressão acima do normal sobre nós mesmos, ficamos exigentes, aumentamos a auto-cobrança, enfim uma reação exagerada a um fracasso normal da vida
    - ficamos cegos e não enxergamos as coisas como Deus enxergaria, deixando de apreciar a vida como ela deveria ser apreciada
    - ficamos cansados de tudo, tudo irrita, aquilo que nos dava alegria já não dá mais

    Em resumo, quando a coisa não anda, tendemos a focar somente nos problemas, nas lamentações e a solução é nos achegarmos a Deus e transformarmos a energia da lamentação em energia para atitude e lembrar que somos perdoados por Deus, pela morte de Cristo e que podemos nos achegar com confiança à presença dEle

    segunda-feira, 12 de julho de 2010

    Entulhos da alma

    Sempre que fazemos uma faxina em casa, jogando fora coisas velhas e agora inúteis, nos sentimos aliviados, pois temos a sensação de que conseguimos um novo espaço, uma nova maneira de organizar as coisas, de que nos livramos de coisas que se prendiam a nós desnecessariamente. Enfim, nos sentimos mais leves.

    Curiosamente, tal prática não é seguida no âmbito espiritual. Poucas vezes paramos pra analisar aquilo que estamos pensando, as atitudes que estamos tomando. Remexer em coisas mal-resolvidas do passado então, nem pensar! E assim vamos levando nossos problemas de auto-estima, perfeccionismo, frustrações, etc. Daí não sabemos porque nos sentimos cansados, condenados, desanimados.

    E para tudo isso, permitam-me dizer que tudo pode ter um novo começo se escolhermos o PONTO DE PARTIDA correto. Quando começamos nossas atitudes pautadas pela Palavra, sempre colheremos aquilo que Deus têm pra nós. Ele não escreveu a Bíblia para ser um estraga-prazeres, mas sim para ser nosso guia e nosso preventivo de nós mesmos. Como assim?

    Ora, todos já tomaram atitudes das quais se arrependeram, todos já pensaram que algo ia dar errado e deu certo, todos já se enganaram consigo mesmo. Isso quer dizer que de fato não sabemos lidar com nós mesmos, por isso precisamos de um guia. E o ponto de partida que quero abordar é tão simples como Fp 4, 8: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (grifo meu).

    Eis a lista de pensamentos que deve permear nosso dia-a-dia. É disto que devemos nos encher e quando não estamos cheios disto, esse é o pedido que devemos fazer a Deus. A adolescência é uma fase na qual se manifesta bastante baixa auto-estima, perfeccionismo, necessidade de aprovação, condenação, frustração, comparação. Todos estes são padrões errados, diferente daquilo que Deus quer tanto para os adolescentes como para todas as suas belas e perfeitas criaturas. Em 1Co 4:7, somos exortados quanto ao nosso desejo de comparação: "Quem é que fez você superior aos outros? Por acaso não foi Deus quem lhe deu tudo o que você tem? Então por que é que você fica todo orgulhoso como se o que você tem não fosse dado por Deus?"

    Assim, você que se condena por seu jeito de ser, por aquilo que deseja ter e não tem, pela educação que seus pais lhe deram, pelos pecados que têm cometido, pelos alvos não alcançados, aonde você chegará com esse padrão de pensamento? Pensa que obterá vitória assim? Qual seu ponto de partida para a vitória que você tanto deseja? De fato, não se pode negar aquilo que nos faz sofrer e quanto mais tentamos nos livrar de algum pensamento que nos incomoda, mais ele tende a aumentar. Por isso, a solução de Deus para realizar a "faxina espiritual" é substituir pensamentos. Ou seja, ao invés de somente lamentarmos, murmuramos, enxergarmos somente coisas ruins e que não edificam, escolhemos focar naquilo que nos dá esperança, alegria, motivação.

    Na vida secular e na vida cristã, tudo exige disciplina, a começar pelos nossos pensamentos. Se nosso ponto de partida forem pensamentos corretos, teremos sensações corretas e atitudes corretas. Pecados, frustrações, tristezas são ingredientes para o trabalhar de Deus, que nos provê tudo e mais do que necessitamos. Permita, então, que Ele invada seu pensamento, para que você desfrute da plenitude que Ele tem guardada pra você

    domingo, 20 de junho de 2010

    O anúncio de boas novas

    Hoje gostaria de fazer um desabafo ao leitor. Como cristão, gostaria muito de poder explicar e convencer a todos da beleza que é andar com Deus, e principalmente servi-lo. Num mundo capitalista e que só busca o lucro, é até uma ofensa falar de servidão. Mas tenho certeza que muitos não pensaram sobre o caminho que suas vidas tomam. Muitos andam nas suas próprias forças e conhecimento, sem um guia: é como um cego guiando outro cego (Lc 6, 39). Mal pararam pra pensar porque vivem. Bem, eu tenho uma boa notícia: ela se chama Evangelho (que quer dizer "boas novas") e tais pessoas podem começar a repensar nas suas vidas através deste vídeo.

    Em seguida, quero afirmar categoricamente que por mais que eu tente anunciar e falar destas boas novas, isso será em vão se elas não estiverem abertas a mudarem de vida e a crerem na Palavra que lhes é pregada. Ninguém diz que algo é bom sem ter experimentado antes. Mas muitos dizem que o Evangelho é tolice sem ao menos tê-lo conhecido. Aliás, qualquer filosofia ou método que eu apresentar a alguém que não seja loucura só vai levá-la aos mesmos resultados que ela têm hoje. Como disse muito bem Ana Abrantes: "Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e querer resultados diferentes."

    Na última sexta-feira, dia 18 de junho de 2010, morreu José Saramago, que dizia que a religião embaçava sua visão e combatia com ardor o Cristianismo. C.S Lewis também era ateu, mas ao contrário de Saramago, se rendeu e converteu-se a Jesus, sendo posteriormente o autor da seguinte frase: "Eu creio no Cristianismo tal como creio que o sol nasceu. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas.". Agora, se compararmos a vida de quem segue a Deus com a de quem não segue, qual apresentará frutos mais coerentes e que levam a uma vida melhor? Será que vale a pena viver tudo o que se tem vontade, se muitas vezes somos levados a caminhos sem volta por causa de nossas vontades?

    Em Lc 6:19, fica explícito a razão porque muitos seguiam e seguem a Jesus: "E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos." (grifo meu). O interesse por Jesus é na nova vida que Ele nos traz, com plenitude, com a cura de nossas feridas, com a anulação de nossas iniqüidades, jogadas no mar do esquecimento. Será que existe dinheiro que compra isso? Somos peregrinos e estrangeiros nesta terra e tudo passa. Já é dito em 1Jo 2:17: "E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre."

    Para estas pessoas que questionam Deus, eu as questiono:
    - será estamos num mundo sem pai, sem guia?
    - será que tudo de bom e mau que acontece é ao acaso?
    - você realmente prefere acreditar que sua vida aqui não tem propósito e significado algum?
    - você realmente está contente com essa definição de mundo que você tem?

    Independente das respostas, não ousarei explicar Deus nem sua soberania, pois nem a Bíblia explica Deus, ela apenas diz que Deus é, conforme os versículos abaixo:

    Ex 3:14 Deus disse: "—EU SOU QUEM SOU. E disse ainda: —Você dirá o seguinte: “EU SOU me enviou a vocês."
    Jo 8:58: "—Eu afirmo a vocês que isto é verdade: antes de Abraão nascer, “EU SOU”! —respondeu Jesus."
    Jo 1:3: "Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela."
    Jo 1:4 "A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas."
    Jo 1:10: "A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu."
    Jo 1:18: "Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus."

    Mas como não posso deixar de anunciar uma boa nova (mesmo porque ela é boa), convido o leitor a deixar a desconfiança de lado achando que só mais uma história "bonitinha" e repensar sobre o rumo de sua vida:
    - será que está tudo bem com ela?
    - a sua vida é uma história tão "bonitinha" que não precise de nenhum conserto e/ou arrependimento?
    - consegue seguir em frente sozinho?
    - a fé produzida por esforço humano é suficiente?

    Boa reflexão

    domingo, 28 de fevereiro de 2010

    Um deus pessoal

    Dentre todas as diversas variações de crença e fé, encontro somente no Cristianismo um deus pessoal, preocupado com a criatura em si. Não é difícil encontrar pessoas que crêem num "ser superior" (o qual de fato Deus é) mas que sentem esse deus muito distante delas. Para elas, é até aceitável e coerente que Deus tenha criado o mundo e que o controle, mas daí a ser um deus pessoal, o ceticismo delas vence.

    Muitos têm medo da Bíblia e apenas a rotulam como um livro de regras, que diz o que podemos ou não podemos fazer. Estes que pensam assim pouco pararam para analisar o que as Escrituras realmente são e querem mostrar. Gosto muito da definição do Pr. Marcos Ramos, da PIB Joinville, que afirma que o Evangelho é uma proposta de vida para todos. Ou seja, você pode optar em confiar em seu próprio conhecimento (e nunca temos o conhecimento suficiente) ou pode optar em confiar no "manual da criatura", que já nos orienta em todas as situações da vida. Optando pela primeira escolha, provavelmente entramos num caminho largo e desconhecido (e sem regras). Já a segunda escolha nos leva a um caminho estreito, mas com as devidas orientações (por causa das regras).

    No livro "O Deus (in)visível", Philip Yancey cita na página 58: "Deus está em todo lugar, ainda que seja invisível, silencioso ,aparentemente ausente e indiferente. Alguns intelectuais podem cultuar esse Deus ausente, mas a maioria dos cristãos prefere Jesus, a imagem de Deus como pai amoroso. Não precisamos apenas de um relojoeiro que dê corda no Universo e o deixe seguir seu curso. Precisamos de amor, misericórdia, perdão e graça, qualidades que apenas um deus pessoal pode oferecer". A Bíblia inclusive nem tenta provar Deus, ela apenas parte do pressuposto que Ele existe. Veja que em 1Tm 1,17, Deus já é tratado como invisível: "Ao Rei eterno, imortal e invisível, o único Deus—a ele sejam dadas a honra e a glória, para todo o sempre! Amém!".

    Finalizo meu post com o testemunho de Saulo, que perseguia os cristãos quando não conhecia a Palavra e a fé era loucura pra ele, mas o arrependimento o transformou em Paulo, aquele que levava a Palavra.

    1Tm 1,13: Ele fez isso apesar de eu ter dito blasfêmias contra ele no passado e de o ter perseguido e insultado. Mas Deus teve misericórdia de mim, pois eu não tinha fé e por isso não sabia o que estava fazendo.
    At 8,3: Porém Saulo se esforçava para acabar com a igreja. Ele ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia.
    At 9,4: Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: —Saulo, Saulo, por que você me persegue?
    At 9,5: —Quem é o senhor? —perguntou ele. A voz respondeu: —Eu sou Jesus, aquele que você persegue.

    "Como me deste um arrependimento do qual não me arrependo, dá-me, ó Senhor, um temor que eu não precise temer" (John Donne, Devotions, pg 41)

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    Lost: a realidade alternativa

    Sou grande fã do seriado Lost e não escondo isso de ninguém. Porém hoje gostaria de abordar a atitude dos personagens e sua insistência em voltar pra ilha mesmo depois de terem conseguido a tão sonhada liberdade após o resgate.

    Tal qual o filme Avatar, Lost também aborda a possibilidade de uma realidade alternativa, na qual podemos ser aquilo que queremos, podemos ser invencíveis, onde nossos medos e falhas não nos perseguem. A Palavra de Deus vem exatamente de encontro a tudo isso. Ela nos confronta com tudo aquilo que insistimos em carregar mesmo que isso nos mutile e faça mal. Muitos ainda preferem carregar o fardo do que renovar sua mente e viver livremente.

    Em Lost, os sobreviventes lutam muito para serem resgatados mas quando voltam ao mundo real, trazem consigo o fardo da mentira por causa de situações mal-resolvidas na ilha e por coisas que desejam esconder sobre suas vidas reais. Resultado: a vida deles no mundo real fica insustentável e ao final da terceira temporada, Jack emite um sonoro "We have to go back". Na ilha, ninguém os conhecia, seus erros eram camuflados, o passado não os perseguia (porque todos pensavam que estavam mortos).

    Enfim, era uma maneira de as pessoas recomeçarem suas vidas sem necessariamente resolver o que estava errado ou arrepender-se do que era necessário. Tanto que os erros que eles cometiam no mundo real também cometiam na ilha e sempre buscavam um motivo para brigar entre si. Em suma, é o pecado e egoísmo dominando as pessoas.

    Jesus nos chama sempre à realidade, que por mais difícil que seja, Ele assim o permite e Ele dá o escape para enfrentarmos e sairmos dela. Tem dúvida? Leia a Palavra de Deus e pratique. Daí sim você será uma nova pessoa e nunca mais vai querer buscar uma ilha ou um mundo virtual

    O carnaval de Jesus

    Carnaval é uma época em as pessoas se sentem com carta branca para fazerem e serem o que quiserem, uma época em que tudo é permitido, um período onde não há regras. Nos desfiles das escolas, a regra é justamente não ter regras, desfilar com o mínimo de roupa possível, distorcendo os conceitos de sexualidade.

    Nem precisamos esperar acabar esse período para sabermos que após toda essa euforia, as conseqüências chegarão. Filhos indesejados, acidentes de trânsito por causa da embriaguez, atitudes inpensadas por causa do excesso de álcool, traições, crianças iniciando sua sexualidade precocemente, garotas com vários parceiros e achando tudo isso "normal", entre outros males.

    Com tudo isso, como podemos chamar isso de festa? Em Mt 7,16, Jesus diz que conheceremos uma árvore pelo tipo de fruto que ela dá e com tudo o que foi listado acima, não vejo nada de produtivo ao ser humano no Carnaval. Sei que sempre haverá aquele que quer justificar seu gosto pelo Carnaval mas para esta pessoa a Bíblia já responde tudo em Pv 14,12: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."

    Ah, e o Carnaval de Jesus (que é o título da mensagem)? Tal festa está devidamente descrita em Lc 15, 7: "Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.". Minha mensagem neste Carnaval é que o leitor encontre sua alegria em Cristo, pois Ele nos proporciona a alegria completa.


    quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

    Hábitos e heranças

    Vendo a reportagem do "Bom dia Brasil" sobre o hábito de os pais fumarem e beberem na frente dos filhos (veja reportagem), lembrei que a enorme influência que as pessoas que estão próximas a nós têm sobre nossas vidas (1Co 15:33 Não se enganem: “As más companhias estragam os bons costumes. ”).

    É normal considerarmos bastante a opinião de quem está perto e não é raro nos tornar semelhante às pessoas que convivem muito conosco. O problema é quando essas relações próximas trazem péssimos hábitos. Quantos pais não ofereceram cerveja aos filhos, ainda pequenos, para dizer "olha, meu filho é macho mesmo"? Na reportagem exibida hoje, tais pais devem estar bastante arrependidos hoje por induzirem seus filhos ao erro, pois hoje muitos estão perigosamente viciados e alguns tentando se livrar desta prisão na qual se envolveram.

    Na mesma linha, me veio à mente o que aconteceria com estes filhos se os pais tivessem hábitos cristãos. Que diferença haveria na vida destes filhos se eles convivessem desde cedo com a Verdade? É incrível como muitos filhos tomam como correto aquilo que os pais ensinam, mas desprezam aquilo que a Bíblia ensina. Ora, todo ensinamento é passado de geração em geração e a veracidade do mesmo se dá quando no mínimo alguém ousa aplicá-lo em sua própria vida. Por isso, qualquer refutação dos princípios bíblicos sem ao menos conhecê-los e aplicá-los é mera intriga da oposição, mero medo do desconhecido. Será que estes filhos que hoje estão presos ao vício não gostariam de ser libertos? E se o Evangelho fosse (e é) a saída procurada, por acaso eles rejeitariam ou seriam gratos por tudo aquilo que Deus nos oferece? Será que se esses filhos vissem seus pais terem uma vida plena mesmo servindo a Deus, eles criticariam ou diriam que estão sendo idiotas servindo a algo que não vêem?

    Existem muitas pessoas que apenas ouviram falar de Deus e O acham muito distante de si mesmos, ou que não querem abrir mão dos costumes atuais para viver aquilo que Ele planejou (que é muito maior e melhor que os nossos planos). Convido todos a desenvolver o interesse pelas obras de Deus e experimentar o que Ele tem de melhor, aplicando aquilo que Ele pede (são as regras do jogo). Praticamos vários atos de fé diaramente e não percebemos: confiamos no ensinamento que o professor, no que o amigo diz, no que o chefe orienta e tudo isso exige obediência para somente no futuro ver os frutos. Não é diferente com Deus, portanto vá em frente e arrisque-se a perder sua vida atual para ganhar uma melhor ainda!

    Como reflexão, vejam o que diz Ef 4, 20-23. Os versículos 20 e 21 dizem que como seguidores de Cristo (e é necessário fé e coragem pra seguir algo e só se segue algo que se mostra vivo e verdadeiro na vida de outrem), aprendemos uma nova maneira de viver (aprender inclui cair e levantar e mesmo assim ser obediente). Muitas vezes aprendemos com o bom testemunho que vemos em outras pessoas e daí quebramos paradigmas vendo que é possível ser livre mesmo sendo servo de Cristo. Tal curiosidade gera admiração e passamos a aprender com estes bons testemunhos, é gratificante! Neste estágio, continuamos precisando de fé, pois só aprendemos com outras pessoas quando confiamos naquilo que elas dizem para nós (e assim, de boca em boca, o ensinamento de Cristo é propagado). No versículo 22, fica claro que nossa vida sem Cristo nos leva a desejos traiçoeiros e enganosos, que destroem nossa vida. Por fim, o versículo 23 fala na esperança da nova vida, que é a que Cristo oferece!

    Ef 4:20 Mas não foi essa a maneira de viver que vocês aprenderam como seguidores de Cristo.
    Ef 4:21 Com certeza vocês ouviram falar dele e, como seus seguidores, aprenderam a verdade que está em Jesus.
    Ef 4:22 Portanto, abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos enganosos.
    Ef 4:23 É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.

    Que tal uma nova vida hoje?

    domingo, 4 de outubro de 2009

    Conhecer para depois concluir

    Uma péssima mania do ser humano em geral é concluir antes de conhecer, fazendo julgamentos segundo a aparência, que, além de errôneos, geram falsas impressões e a também popularmente conhecida "fofoca".

    Vejam quantas coisas negativas foram citadas no parágrafo acima somente pelos julgamentos prévios, antes de se conhecer algo devidamente. Quanto desperdício de tempo e de energia às custas de um relacionamento que poderia ser estabelecido e não foi, uma idéia que poderia ser revista e não foi.

    O mesmo ocorre com Deus e o Cristianismo. Quantas vezes, antes de me converter, eu mesmo criticava tudo isso e colocava tudo na mesma panela! Mas ainda bem que Deus teve misericórdia da minha vida e me mostrou que esse caminho me levaria a abismos, que meus ideais de vida estavam errados e que era necessário que eu me aproximasse e conhecesse mais dEle. E isto está confirmado em Hb 10, 22 (RA): "Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura."

    Não adianta escapar, para conhecer é necessário aproximar-se. Afinal, que amizade ou relacionamento existirá sem que alguma das partes se disponha a pôr sua confiança na outra?

    Outra maneira de conhecer o Senhor é temê-Lo. Lembre-se: temor e não terror. Temor = cuidado, vigilância; terror = pavor constante. Vejam o que diz Pv 2, 3-5 (NTLH): "Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento. Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido. Se você fizer isso, saberá o que quer dizer temer o SENHOR, e aprenderá a conhecê-lo"

    E esse conhecimento vai aumentando conforme vamos nos dispondo a conhecer Deus, o que torna a relação mais prazeirosa. Cl 3.10 (NTLH): "E se vestiram com uma nova natureza. Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que ela se torne parecida com ele, a fim de fazer com que vocês o conheçam completamente."

    Por fim, não desanimemos se o mundo não reconhecer nosso esforço pois para ele conhecer alguém invisível será loucura, mas assim como é triste para um sóbrio ver um bêbado fazer escândalo, assim é para o cristão ver o ímpio escarnecer de Deus. O ímpio acha loucura crer em Deus mas acha normal crer em Geração Espontânea, em acaso, em seus próprios e limitados conceitos. Para tudo isso, vale a pena ver o que diz em 1Jo 3, 1 (NTLH): "Vejam como é grande o amor do Pai por nós! O seu amor é tão grande, que somos chamados de filhos de Deus e somos, de fato, seus filhos. É por isso que o mundo não nos conhece, pois não conheceu a Deus."

    Por fim, qualquer conclusão só poderá ser tomada após realmente conhecer o assunto. Será que você pode aplicar isso na sua vida hoje?



    sábado, 26 de setembro de 2009

    Como pode o Evangelho da Prosperidade ser o sal da terra?

    Estava vendo este vídeo do John Piper e me chamou a atenção que não é possível alguém ser sal da terra se em sua vida predominam as práticas da Teologia da Prosperidade. Como disse Piper, a teologia da prosperidade atende aos anseios mundanos das pessoas, e só satisfazem seus desejos naturais (deste mundo) ao invés de elevar os olhos delas para o alto (Cl 3), desenvolver o ser espiritual que Deus preparou em cada um de nós

    Vigiemos, existem bastantes ocorrências da teologia da prosperidade por aí


    quarta-feira, 9 de setembro de 2009

    Corações distraídos

    Ao longo da vida, certamente alguém já tentou focar em algo e não conseguiu. Momentos depois, ao perceber que perdeu o rumo do caminho correto, viu-se perdido e sem saber como voltar. No livro "Simplesmente como Jesus", Max Lucado aborda sobre corações distraídos, corações que deveriam trilhar um determinado caminho mas que estão sem a devida orientação.
    Por mais difícil que pareça, boa parte da solução estão nos hábitos que temos, e para mudá-los somente através da renovação da mente (Rm 12, 2). Isso não se compra, não se adquire, não se molda, não se obtém à força, é algo mais profundo, que afeta nosso coração, justamente aquilo que Deus deseja que entreguemos a Ele.

    "A vida já é dura por si mesma. E fica mais dura quando nos dirigimos na direção errada. Uma das incríveis capacidades de Jesus foi de manter a direção rumo ao alvo. Sua vida nunca saiu do trilho. Nem uma única vez o encontramos caminhando do lado errado da pista.". Essa é uma das citações do livro que mais evidencia a necessidade de um Salvador para o ser humano. Sem este salvador, todo ser humano tenta viver como deus: às suas próprias forças, com seus próprios princípios, achando que tem controle de tudo.

    E como deveríamos conduzir nosso coração? Max Lucado responde: "Se o coração é uma estufa e nossos pensamentos são sementes, não deveríamos ter cuidado com o que semeamos? Não
    deveríamos ser seletivos a respeito das sementes que permitimos entrar na estufa? Não deveria haver um sentinela na porta?" (...) "Dois motoristas estão presos no mesmo congestionamento de
    trânsito. Um deles ferve de cólera, pensando: Meu horário está arruinado. O outro lança um suspiro de alívio: Boa oportunidade para andar mais devagar. Duas mães enfrentam a mesma tragédia. Uma fica destruída: Nunca vou me recuperar disto. A outra está decaída, porém decidida: Deus me ajudará a continuar em frente. Dois executivos enfrentam o mesmo êxito. Um dá a si mesmo tapinhas nas costas e fica petulante. O outro dá crédito a Deus e
    seu agradecimento aumenta. Dois maridos cometem o mesmo erro. Um, amargamente, tem
    certeza de que ultrapassou o limite da graça de Deus. O outro, com gratidão, dá por certo que descobriu uma nova profundidade da graça de Deus."

    Pra finalizar, Max Lucado faz uma bela comparação da nossa mente com uma casa que foi entregue aos nossos cuidados. "Vamos supor que eu peça a você que cuide de minha casa enquanto eu saio de viagem. Você promete manter tudo em ordem. Mas quando eu regresso encontro o lugar arruinado. O tapete está destroçado, as paredes enlameadas, os móveis destruídos. Sua explicação não ajuda em nada: uns motoqueiros vieram e precisavam de um lugar para se alojar. Depois, o time de futebol ligou procurando um lugar onde fazer uma festa. Ah, também ligou o clube da irmandade, procurando um lugar onde pudesse celebrar as cerimônias de iniciação. Como dono, eu tenho uma pergunta: 'Você não sabe dizer não? Esta não é sua casa. Você não tem o direito de permitir que entre qualquer um que queira entrar'."

    Finalizo citando Pv 4:27: "Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.", e não somente retirar o pé do mal, como também afastar de toda aparência do mal (1Ts 5:22: "Abstende-vos de toda aparência do mal"). Pois, em toda a vida "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." (Pv 14:12)

    quarta-feira, 2 de setembro de 2009

    Isso não tem nada a ver, é coisa de fanático

    Em conversa com o colega Giuliano Barcelos, discutimos sobre o texto abaixo, que achei muito coerente para os dias de hoje, nos quais algumas igrejas estão aceitando certos mundanismos em seu meio e tolerando coisas que não deveriam tolerar.

    A matéria fala sobre piercing, mas o problema não está no piercing em si, mas na intenção de colocar o mesmo. O mesmo exemplo serve pra bebidas alcóolicas. Uma coisa é consumi-la com moderação, mas fazendo isso só pra ninguém "pegar no nosso pé" (neste caso damos importância demais à opinião dos outros). Outra coisa é consumi-la de forma moderada sabendo que isso não é pecado, que não se perde a salvação por isso e sem deixar que esse hábito seja dominante (ao meu ver, a postura mais coerente).

    Estes mundanismos normalmente afetam os adolescentes, pois eles têm dificuldade de conciliar o rumo de suas vidas com a Palavra devido às várias mudanças hormonais que ocorrem neste período. Mas este alerta vale pra igreja inteira!!

    No próprio texto, há o exemplo do BBB (Big Brother Brasil), que ocupa mais tempo do que deveria na vida de alguns cristãos. Quero aqui demonstrar como seria um debate sobre isso:

    1 - "mas não é pecado ver TV"
    R: E realmente não é, mas o que o BBB vai edificar em sua vida cristã? Qual o percentual de fatos fora da Palavra neste tipo de programa? O mesmo serve pra programas de fofoca, etc.

    2 - "ah, então não pode mais ver filme, jornal, etc. Não podemos ser radicais"
    R: Correto, não podemos nem precisamos ser radicais, mas há uma grande diferença em gastar tempo vendo na TV algo que não afeta a comunhão (ex: um filme de aventura, ação) e algo que só tem fatos que fogem da Palavra (BBB e afins). A chance de alguém se alimentar de coisas erradas vendo BBB é muito maior.

    3 - "tah, mas Deus me entende, não vou perder a salvação por causa disso"
    R: Sim, Deus entende porque somos pó (Sl 103) e nossa natureza carnal é caída. Mas Ele se recusa a deixar-nos como estamos, o propósito dEle é muito maior. Quanto à salvação, o que nos garante que futuramente não tropecemos por besteiras das quais nos alimentamos há anos atrás.

    Por isso, finalizado com a leitura de Pv 2, 3-5 e com o texto original.
    Pv 2:3 Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento.
    Pv 2:4 Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido.
    Pv 2:5 Se você fizer isso, saberá o que quer dizer temer o SENHOR, e aprenderá a conhecê-lo.



    quarta-feira, 19 de agosto de 2009

    Cristianismo pós-Macedo

    Cheguei a me perguntar como ficaria a fé cristã para aqueles que hoje não seguem a fé cristã (ou a seguem de longe) e vêem todos estes escândalos do Edir Macedo (que considero reais e autênticos).

    A primeira coisa que se pensa é "são todos ladrões", "bobocas, quem mandou dar o dinheiro a eles", "estava na cara que isso ia acontecer, por isso não creio em Deus nem vou em igreja". Não vou me ater a responder cada uma destas afirmações pois todas elas são baseadas em expectativas de pessoas em pessoas e não de compromisso com Deus por parte daqueles que criticam.

    Quanto às pessoas que foram enganadas na Universal, elas foram realmente enganadas. Elas confiaram no crimonoso como sendo uma pessoa que tem compromisso com Deus, assim como se confia na família, em amigos, etc. Elas confiaram que o valor que elas ofertaram iria ser destinado à obra de Deus. Sendo assim, elas são idiotas? De forma alguma. É idiota aquele que sabia das falcatruas mas ainda sim contribuiu. Do contrário, todas as pessoas são meramente lesadas mas que vão ser recompensadas por Deus, caso realmente entregaram seu CORAÇÃO (e não dinheiro) pra Ele. Ao pensar em vingança, sugiro ler Rm 12, 19: "Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor. ”"

    O dinheiro é apenas um meio pra fazer a obra de Deus, o mais importante disto tudo é se a quantia oferecida, independente do valor, foi oferecida de coração. Afinal, se a preocupação de Jesus fosse com o TER, Ele morreria para nos tornar ricos certo? Mas a preocupação dEle foi com o SER, em transformar nosso coração. E por que? Porque os não-cristãos sabem que erram apesar de querer acertar, eles sabem o que é pecado porque a Lei de Deus está escrita nos nossos corações (vide Rm 2, 15) mas não sabem que isto é fruto de uma natureza pecaminosa, e que para corrigir isso somente nascendo de novo, por nossas forças isso é inútil.

    Portanto, Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13:8). Ele vai julgar os criminosos e a função do cristão é estar alerta às doutrinas erradas para não incorrer nelas porém é necessário saber que qualquer um poderia errar como eles erraram, a natureza pecaminosa é a mesma pra todos. E que tal orar por um sincero arrependimento dos errantes? Às vezes passamos do limite nas acusações sendo que essa energia poderia ser usada para oração. Aproveito para incluir aqui Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e RR Soares, que correm o mesmo risco pelas atitudes que vêm tomando.

    Manos, se um dia alguém encontrar igreja perfeita, não entre, você vai estragá-la!

    sábado, 15 de agosto de 2009

    Falando sobre perdão

    Manos,

    gostaria de comparilhar com todos o post sobre perdão do meu amigão Cleyton Hort. Vale a pena ver pois ele fala de um testemunho próprio. E por que você deveria ler este post? Porque muitas vezes não conseguimos enxergar que a barreira que existe entre nós e Deus é justamente algo a pedir perdão ou algum perdão não liberado. Nós humanos pensamos que seremos fortes se não perdoarmos ou não precisarmos pedir perdão, mas é justamente ao contrário: só somos fortes se admitimos nossas fraquezas. E deixar de praticar o perdão é um mal que nos consome e nos tira a vida, que não é o plano de Deus, mas o plano de Satanás. Assim como a essência de Deus é o amor, Seu propósito também é baseado nisso e com certeza Ele não nos criou para viver em guerra.
    Pense nisso tal como o Cleyton pensou e verifique se não há alguma área a qual você não pediu o perdão de Deus ou se não há ninguém para quem você precise pedir perdão

    100% dEle

    É estranho como pedimos para Deus nos moldar, trabalhar em nossa vida, mas quando isso acontece reclamamos, perguntamos por quê isso está acontecendo e, principalmente, não buscamos ajuda diretamente dEle.
    No livro "Uma Vida com Propósitos", de Rick Warren, há uma única vez em que ele cita a palavra "ansiedade" e é justamente no trecho que diz: "Como você sabe quando Deus está no centro da sua vida? Quando Deus está no centro de sua vida, você adora. Quando não está, você fica preocupado. A ansiedade é a luz de advertência, que indica que Deus foi empurrado para o lado. Você voltará a ter paz no instante em que o coloca de volta ao centro. A Bíblia diz: A consciência da completitude de Deus [...] dará paz a vocês. É maravilhoso quando Cristo desfaz a preocupação que está no centro de sua vida.". E encontrei uma bela prova disso no Antigo Testamento, em 2Cr 15:15: "O povo de Judá ficou alegre por causa desse juramento, que tinha feito com todo o coração. E, por terem procurado o SENHOR com toda a boa vontade, ele deixou que o achassem e permitiu que vivessem em paz com todos os povos vizinhos."
    Lendo o capitulo 15 e 16 de Crônicas, vemos que por causa da obediência do Rei Asa, não houve guerra durante muito tempo, ela só voltou a ocorrer quando as pessoas se afastaram de Deus, tal como a colega @deborahramos tweetou ontem: "Já pararam pra pensar? Quando nos distraímos com coisas não relacionadas com a comunhão com o pai, enfraquecemos?". Logo após, ela mesma respondeu com outro tweet: "Jesus nos pediu constante comunhão com Ele quando disse:“Orai sem cessar” (II Tessalonicenses 5.17)".
    E é isso que venho chamar a atenção para todo aquele que se sente "dormente" na vida cristã, achando que Deus está longe, com dificuldade de orar, querendo entender o que está acontecendo. Na verdade, sempre que tentamos entender as coisas, só perdemos tempo e andamos em círculos. Deus nos chama para avançar, não pra retroceder, não podemos parar, somente seguir em frente (Hb 10, 39). Chega de confiarmos na própria sabedoria, isso é inútil e isto sim é IRRACIONAL, afinal alguém confiaria em alguém limitado? Vejam o que está escrito em 1Co 2:4: "O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus.".
    Concluo meu raciocínio incentivando-nos a recordarmos do primeiro amor (Col 1:23: "Mas é preciso que vocês continuem fiéis, firmados sobre um alicerce seguro, sem se afastar da esperança que receberam quando ouviram a boa notícia."). Naquela época, era mais fácil ser 100% dEle porque buscávamos ajuda direto da fonte. E agora, por que é diferente?

    sexta-feira, 17 de julho de 2009

    Quando os planos não dão certo!

    Não são poucas as vezes em que planejamos algo e isso não dá certo.

    A despeito de nossa revolta, o que Deus diz sobre tudo isso?

    1 - Tudo isso trabalha para o nosso bem (Rm 8, 28), por isso a Bíblia diz em 1Ts 5, 18: “e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.”

    2 - É necessário que busquemos contentamento nas situações, pois todos sempre teremos problemas por toda a vida (Jo 16, 33), mas por outro lado sempre temos algo pra agradecer a Deus, nem que seja por mais um dia de vida. Veja o que Paulo diz em Fp 4, 12: “Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco.”

    3 - Nem sempre os nossos planos são os planos de Deus (Is 55, 8-9), assim como os nossos caminhos nem sempre são os caminhos dEle e tampouco os nossos pensamentos são os pensamentos dEle (Jr 29, 11). Para tudo isso, vale a pena ler o que está em Tg 4, 14-15: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo.’ ”

    Um bom dia e que todos nós diminuamos para que Ele possa crescer, que eu não estava vivo hoje, mas que Ele viva em mim