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    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    O problema do conhecimento

    No momento atual, com a internet, não é mais tão difícil obter conhecimento. Entretanto, conforme afirmado em Lc 12, 48 "Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido". O excesso de conhecimento traz distração e indecisão, mas a falta de conhecimento nos põe em risco de ser enganado perante a situações e pessoas. Desta forma, o equilíbrio e a sabedoria de Deus são os requisitos que precisamos para dosar a influência do conhecimento nas nossas atitudes.

    O Evangelho por si só já traz um grande conhecimento: o da natureza pecaminosa humana. E a partir disso a decisão do homem pode ser tanto rejeitar o Evangelho como aceitar viver conforme ele propõe e obter a vida abundante que ele promete. E ainda há a classe daqueles que conheceram a Palavra, desfrutaram dela e a rejeitaram. Tais pessoas têm o conhecimento, sabem das conseqüências e ainda assim, não conseguem tomar a atitude que esperam de si mesmas (2Pe 2,20).

    O Espírito Santo que habita em cada nova criatura também nos traz conhecimento: o do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16,8) e esse conhecimento também requer uma atitude (1Jo 3, 18). Porém, o cristão sempre está em processo de santificação, tentando largar os velhos hábitos e dar lugar àquilo que Cristo ensina para nossa vida e nem sempre estamos decididos a mudar aquilo que precisa ser mudado. Nem por isso Deus nos ama menos, mas por isso mesmo Ele nos ama, para corrigir (Hb 12, 5)

    A soberba é outra problema do conhecimento. Por vezes, nos consideramos bons demais perante aqueles que não têm o mesmo entendimento e começamos a segregar ao invés de aproximar. Com toda certeza não é isso que Deus planejou para suas criaturas e este tipo de atitude só nos leva para longe dele (imagine se todos agissem assim), tal qual Pv 8, 13. Quanto mais conhecimento se adquire, é possível que passemos a não concordar com coisas que antes eram indiferentes para nós, mas o problema disso é quando a intolerância se une com a soberba. Devemos ser sim intolerantes e bereanos (At 17, 11) com preceitos que são contrários à Palavra, mas a diferença é como reagiremos a isso. Além disso, é importante classificar aquilo que não é importante para que o essencial não se perca por causa do detalhe do conhecimento adquirido (Ec 1,18: "Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre").

    Creio que a resposta para o conhecimento que temos já foi elucidada no texto. E tal resposta está na Palavra. Cada situação demonstrada acima possuía uma referência no nosso manual de vida, a Bíblia e este conhecimento não tem preço


    quarta-feira, 7 de abril de 2010

    Pequena reflexão acerca das conversões

    Em 1Jo 3, temos uma boa referência do que é de fato uma verdadeira e uma falsa conversão ao Evangelho e, principalmente, de vida.

    A base de tudo está em 1Jo 3,6:
    "Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu.". Ou seja, não é possível nem coerente nem aceitável que alguém que fazia o que é condenável segundo as ordenanças de Deus continue fazendo as mesmas coisas depois que proclama sua conversão. Um exemplo bem claro pra mim são Carla Perez e seu marido Xandy. Já anunciaram várias vezes que se converteram mas ainda continuam com as mesmas práticas, esboçando sensualidade em suas danças, cantando músicas seculares de letra questionável, falando de coisas fúteis, etc. Isso sem falar nas pessoas de Gretchen e Monique Evans, que várias vezes declararam ser "evangélicas" mas nada de Cristo se vê na vida delas.

    Vejam a continuidade do capítulo, ela reflete alguns desses exemplos:
    1Jo 3,7: Meus filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que faz o que é correto é correto, assim como Cristo é correto.
    1Jo 3,8: Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito.
    1Jo 3,9: Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai.
    1Jo 3,10: A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus.
    1Jo 3,12: Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou o próprio irmão. E por que o matou? Porque o que Caim fazia era mau, e o que o seu irmão fazia era bom.

    Corroborando o que é dito em Mt 22,38, a mensagem de 1Jo 3,11 reforça que primeiramente precisamos amar uns aos outros ("A mensagem que vocês ouviram desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros"). E antes que alguém pense que é fácil amar, continue lendo o capítulo e verifique o que diz 1Jo 3,18: "Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.". Não basta somente falar de amor, pregar sobre amor se nossa vida não reflete nada disso e não se parece com Cristo. Por isso há muitos pregadores que cativam as ovelhas mas não cativam a própria família.

    Finalizo a reflexão lembrando que não posso pertencer a Deus, mesmo que eu diga que pertenço, se minha vida não reflete nenhum dos frutos do Espírito. Qualquer dúvida, leia 1Jo 3 novamente

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    O carnaval de Jesus

    Carnaval é uma época em as pessoas se sentem com carta branca para fazerem e serem o que quiserem, uma época em que tudo é permitido, um período onde não há regras. Nos desfiles das escolas, a regra é justamente não ter regras, desfilar com o mínimo de roupa possível, distorcendo os conceitos de sexualidade.

    Nem precisamos esperar acabar esse período para sabermos que após toda essa euforia, as conseqüências chegarão. Filhos indesejados, acidentes de trânsito por causa da embriaguez, atitudes inpensadas por causa do excesso de álcool, traições, crianças iniciando sua sexualidade precocemente, garotas com vários parceiros e achando tudo isso "normal", entre outros males.

    Com tudo isso, como podemos chamar isso de festa? Em Mt 7,16, Jesus diz que conheceremos uma árvore pelo tipo de fruto que ela dá e com tudo o que foi listado acima, não vejo nada de produtivo ao ser humano no Carnaval. Sei que sempre haverá aquele que quer justificar seu gosto pelo Carnaval mas para esta pessoa a Bíblia já responde tudo em Pv 14,12: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."

    Ah, e o Carnaval de Jesus (que é o título da mensagem)? Tal festa está devidamente descrita em Lc 15, 7: "Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.". Minha mensagem neste Carnaval é que o leitor encontre sua alegria em Cristo, pois Ele nos proporciona a alegria completa.


    quarta-feira, 8 de julho de 2009

    Ele quer tudo de você, principalmente o seu coração

    Estava vendo o vídeo abaixo no YouTube e me chamou a atenção alguns pontos que Paul Washer enfatiza:

    - Somos pó: isso já é falado no Salmo 103 e é importante termos isso em mente para não nos apegarmos às riquezas desse mundo, principalmente ao dinheiro, uma vez que o amor ao dinheiro (e não o dinheiro em si) é a raiz de todos os males (1Tm 6, 10). E se a preocupação de Jesus fosse com o "ter" (e não com o "ser") todos nós nasceríamos ricos
    - A conversão é um trabalho árduo: realmente, não há "formula mágica" para conhecermos a Cristo se não for pela fé e por abrir nosso coração àquilo que parece loucura ao mundo (1Cor 2)
    - O arrependimento deve ser algo constante: ora, se somos novas criaturas e somos falhos, sempre teremos algo a melhorar e conseqüentemente algo do que se arrepender. E se alguém acha normal "esfriar", perder aquela paixão por Cristo que havia no início da conversão, dê uma olhada em Ap 2
    - Paul Washer também afirma que o Espírito Santo não está mais presente nos ministérios e a Bíblia fala em 1Ts 5, 22 para não extinguirmos o Espírito Santo. Que possamos entender que é ele quem nos molda conforme o propósito de Deus, e não o esforço humano, e que, desta forma, nos rendamos ao Espírito Santo
    - Esta Paul Washder não falou, mas Neil Barreto falou na pregação "O imensurável amor de Deus": "Tudo que podemos pegar se deteriora". Então por que não nos render ao Deus invisível mas real e amoroso?

    Segue vídeo abaixo:


    terça-feira, 21 de abril de 2009

    Rendição e liberdade

    Num mundo em que se fala de crise, globalização, eficiência, há lugar pra rendição? Não! Porque, para o mundo, a rendição é sinônimo de derrota

    Deus nos criou para um propósito (e sem ele, sempre correremos atrás do vento) porém para que ele seja cumprido, é necessário que tenhamos disciplina e obediência. Ihhh, isso implica em submissão! Exato, é nessas horas evidenciamos a falta de confiança em Deus. Obedecemos e nos submetemos aos nossos pais (nos quais confiamos), aos nossos amigos (algumas vezes para ser aceitos no grupo) mas relutamos em obedecer a Deus.

    Tudo isso é pelo medo e falta de confiança. A Bíblia diz em 1Jo 4:18: "No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. ". Mas como podemos amar a alguém que nos recusamos a conhecer e a nos aproximar?

    Porém, que ama se rende. Pense no seu cônjuge. Você o ama e sempre que você se entrega a esse amor, o relacionamento é melhor do que quando você quer controlar seu cônjuge. Quem não se rende, quer controlar. E o ser humano, enquanto não conhece e se entrega a Deus, ainda tenta controlar tudo para garantir sua liberdade e segurança. Ele mal consegue enxergar quanto isso o torna preso

    Que paradoxo! Jesus veio justamente para libertar. Ele veio também para ser servo e mostrar como deveríamos agir para com Ele. Entretanto, servidão também não é uma palavra bem vista hoje em dia. Mas alguém já notou que todos aqueles que são servos são vitoriosos? Afinal, o contrário de servidão é egoísmo e esses, com certeza, não evoluem num mundo que é, por si só, social.

    Portanto, quer você queira quer não, a mensagem da Bíblia, da cruz e da morte de Jesus não é em vão, não é bobagem. Ela é viva, tem reflexos até os dias de hoje e vale para todos. Quer conhecer mais? Infelizmente eu não posso explicar tudo nem convencer-te do quanto isso é maravilhoso, pois a experiência é pessoal e depende da sua entrega.

    Finalizando, segue um texto que achei no orkut do meu amigo Glederson que reflete bastante o que é ser um cristão que se rendeu a Cristo, desistiu de controlar tudo e é livre servindo a Jesus:

    "Observe que falar de santificação e de santidade não significa cobrar das pessoas: “Irmãos, vamos ser santos: vamos jogar a televisão fora, vamos rasgar as revistas, vamos parar de ler Manchete, Capricho, parar de assistir Ratinho, parar de jogar no bicho, não pode mais ir à praia nem ao campo de futebol, etc.” Porque se for assim haverá sempre o perigo de a pessoa dizer: “Pronto, deixei tudo isso – e agora? Sou santo?” Não! Você é “religiosamente bem trabalhado”, mas não santo. Porque santo não é você deixar de fazer certas e determinadas coisas. SER SANTO É ABSORVER OS VALORES DA PESSOA QUE VOCÊ MAIS AMA E ADMIRA: JESUS!"
    Pr. Ricardo Gondim