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    quinta-feira, 24 de maio de 2012

    Lei que liberta através da fé em meio a provações

    Eu comentei no post anterior algumas situações que nos fazem rodear os problemas sem achar uma devida solução. Em geral, rodeamos porque queremos exceder alguns limites que o ser humano não pode exceder e porque não descansamos em Deus. Já notaram que quando a gente deixa um problema de lado, ele não se mostra tão importante quanto desenhávamos antes?

    Às vezes isso é uma demonstração da ira humana, algo para a qual o Salmo 4,4 oferece solução: "Quando vocês ficarem irados, não pequem; ao deitar-se reflitam nisso, e aquietem-se. Pausa". A lei de Deus até parece uma lei "estraga-prazer" mas paradoxalmente ela oferece liberdade: (Tg 1:25 "Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer").


    Também comentei que tudo sempre coopera para o bem dos que crêem em Cristo (conforme Rm 8,28) e o que é mais surpreendente ainda é que estas situações fortalecem a nossa fé, se a direcionamos para o alvo certo. Termino o post citando 1Pe 1,17: "Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado."

    Em tudo dai graças (1Ts 5, 18).



    quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Rodeando o problema

    Tenho certeza que todos já se viram pensando sobre uma mesma coisa por um período e sem conseguir parar de pensar nisso. Isso se assemelha muito a passagens em que os israelistas rodeavam montes sem sair do lugar (vide Dt 2, 3: "Vocês já caminharam bastante tempo ao redor destas montanhas; agora andem para o norte.)

    Elenco abaixo algumas semelhanças pertinentes a esta situação:

    - Queremos nos livrar de um problema/situação sem enxergar a realidade que é implícita a ele. Isso soa ou como teimosia ou como procrastinação

    - Indecisão do que fazer. Queremos abraçar o mundo, fazer tudo, tirar vantagem de tudo e evitar fazer escolhas, pois as escolhas nos fazem abrir mão das coisas que decidimos não fazer. Porém, não percebemos um fato sobre as coisas sobre as quais tínhamos dúvidas: se quiséssemos fazer, ja teríamos feito!

    - Quando se pensa demais em algo, pesando prós e contras, normalmente só se consegue olhar os contras pois somos seres limtiados que só conhecem o passado e o presente. Não conseguimos antever as beneces que poderão vir no futuro. Por isso que se diz que às vezes é melhor não pensar muito e arriscar, pois se pensar muito, desistimos

    - O bom é inimigo do ótimo. Analisar os detalhes e querer êxito em tudo pode ser uma receita pro fracasso, pois de tanto especificar pode-se decidir nem iniciar. Aquilo que é feito é melhor do que aquilo que é perfeito, conforme podcast do Ricardo Vargas. Afinal, o que está feito pode ser evoluído, o que é perfeito talvez ainda é só algo distante e virtual

    - Faz parte do perfil controlador, aquele que quer que tudo saia daquele jeito porque a pessoa julga que este é o único jeito certo. Será mesmo? Quantas vezes a coisa "saiu das nossas rédeas" e tomou um caminho ainda melhor? Quando tentamos controlar tudo, aí é que caímos na armadilha, pois vemos que não podemos controlar nada e isso é desesperador

    - Cai-se na armadilha do círculo insano. Eu fixo em um problema, sei qual é a solução, sei que há limitações, mas quero achar uma maneira de fugir delas, noto que não existe tal maneira, mas ainda sim eu tento porque não me conformo com tal situação, porque quero a solução imediatamente, etc. Isso tem fim?

    Não sei se você se identificou com alguma destas sensações mas o fato é que quando fixamos em um problema, é dificil deixar de olhar para o problema e perceber o contexto. E mais, perceber que o problema pode não ser tão importante como imaginamos neste momento. Sim, quanto mais nos fixamos em algo, mais aquilo aumenta. Já notou como reparamos mais em algo quando alguém nos alerta sobre isso? (ex: maus motoristas, defeitos alheios)

    A solução é tão simples como a Palavra de Deus: confiar nEle e partir para o alvo, que é ser semelhante a Cristo.

    Rom 8:28 Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.

    Php 3:13 Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,
    Php 3:14 prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.

    segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

    Temor: a estranha solução

    Dando continuidade ao post sobre temor e mudança, sugiro aos leitores a apreciação deste vídeo.

    Nele, Mark Driscoll deixa claro que é inútil e tolice temer aos homens tampouco se precaver das conseqüências deste temor. Este é o tipo de atitude que mais facilmente culminará em medo do que respeito e zelo.

    E de fato é estranho um ser humano falho basear-se em seus próprios limitados ensinamentos ou apoiar-se totalmente no ensino alheio se ambos são questionáveis. Assim, a figura de um Criador torna as coisas muito mais sensatas, papel semelhante e humanamente ocupado pela figura dos pais na infância.

    Pra finalizar, uma palavra de consolo aqui e um belo exemplo aqui. O companheiro Alberto foi muito feliz afirmando que Deus falou conosco e que Ele não é estranho. Todo aquele que se permite esta experiência não sai frustrado, pois Deus participa das nossas vidas, não de um jeito que todos possam ver externamente, mas de uma maneira interna e peculiar que traz a paz que excede todo o entendimento

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    O problema do conhecimento

    No momento atual, com a internet, não é mais tão difícil obter conhecimento. Entretanto, conforme afirmado em Lc 12, 48 "Assim será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido". O excesso de conhecimento traz distração e indecisão, mas a falta de conhecimento nos põe em risco de ser enganado perante a situações e pessoas. Desta forma, o equilíbrio e a sabedoria de Deus são os requisitos que precisamos para dosar a influência do conhecimento nas nossas atitudes.

    O Evangelho por si só já traz um grande conhecimento: o da natureza pecaminosa humana. E a partir disso a decisão do homem pode ser tanto rejeitar o Evangelho como aceitar viver conforme ele propõe e obter a vida abundante que ele promete. E ainda há a classe daqueles que conheceram a Palavra, desfrutaram dela e a rejeitaram. Tais pessoas têm o conhecimento, sabem das conseqüências e ainda assim, não conseguem tomar a atitude que esperam de si mesmas (2Pe 2,20).

    O Espírito Santo que habita em cada nova criatura também nos traz conhecimento: o do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16,8) e esse conhecimento também requer uma atitude (1Jo 3, 18). Porém, o cristão sempre está em processo de santificação, tentando largar os velhos hábitos e dar lugar àquilo que Cristo ensina para nossa vida e nem sempre estamos decididos a mudar aquilo que precisa ser mudado. Nem por isso Deus nos ama menos, mas por isso mesmo Ele nos ama, para corrigir (Hb 12, 5)

    A soberba é outra problema do conhecimento. Por vezes, nos consideramos bons demais perante aqueles que não têm o mesmo entendimento e começamos a segregar ao invés de aproximar. Com toda certeza não é isso que Deus planejou para suas criaturas e este tipo de atitude só nos leva para longe dele (imagine se todos agissem assim), tal qual Pv 8, 13. Quanto mais conhecimento se adquire, é possível que passemos a não concordar com coisas que antes eram indiferentes para nós, mas o problema disso é quando a intolerância se une com a soberba. Devemos ser sim intolerantes e bereanos (At 17, 11) com preceitos que são contrários à Palavra, mas a diferença é como reagiremos a isso. Além disso, é importante classificar aquilo que não é importante para que o essencial não se perca por causa do detalhe do conhecimento adquirido (Ec 1,18: "Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre").

    Creio que a resposta para o conhecimento que temos já foi elucidada no texto. E tal resposta está na Palavra. Cada situação demonstrada acima possuía uma referência no nosso manual de vida, a Bíblia e este conhecimento não tem preço


    terça-feira, 5 de outubro de 2010

    Pensando demais no "eu"

    Hoje em dia não é raro que as pessoas julguem a igreja como uma instituição que quer mandar no pensamento alheio, que não quer que as pessoas pensem por si próprias, que ela só serve para ditar regras à vida das pessoas. Poucos consideram a igreja como a instituição de Deus aqui na Terra (e esse é o papel que ela deve exercer).

    Não vou aqui questionar as razões de as pessoas tirarem estas conclusões, mas não vou abrir mão do propósito de Deus para a igreja e para a vida de todos. O ser humano tende a pensar demais em si mesmo, em querer sempre tomar as decisões por si mesmo, sem depender de ninguém. Porém, ele não percebe que isso não é possível e continua tentando "dar murro em ponta de faca". A Bíblia fala que "Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso" (Pv 15:22)

    Deus dá chance a todos (1Tm 2:4 Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade) e Ele com certeza prefere que escolhamos a vontade dEle, pois ela é superior à nossa. Sim, pensamos que sabemos conduzir nossa vida, mas não sabemos. Veja o que diz Lc 9, 24-25: "Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?".

    Precisamos entender que a palavra final sobre a nossa vida não depende de nós, mas ainda assim Deus nos permite várias escolhas, cujo limite são a sua vontade soberana. Somente quando negamos nossa própria vida podemos desfrutar daquilo que seria o plano de Deus para nós. Sim, é necessário experimentar para depois dizer o que é a vida que eu vivo e a vida que Deus quer que eu viva. Negamos nossa vida para viver algo melhor, com a plenitude de Deus. Só assim poderemos dizer tal qual Paulo em Gal 2:20: "Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim."

    Por fim, saibamos que não temos luz própria, que nossos talentos advêm de um Criador e não do acaso. Afinal, se o mundo reside no acaso, pra que fomos criados com tantos talentos e características distintas?

    quinta-feira, 22 de julho de 2010

    Sufoco: é hora de respirar

    Pressões fazem parte da vida de todos. Algumas vezes elas existem porque somos indecisos, perfeccionistas, em outros casos ocorre pelo fato de termos uma responsabilidade a cumprir.

    Para os adolescentes, a pressão é ainda maior, pois é um momento onde sua imagem exterior vale muito mais que o interior. É uma fase na qual o caráter não é valorizado, pelo contrário, recebem a atenção aqueles que demonstram não ter caráter, que são ousados e que fazem coisas que ninguém poderia fazer. O problema destas pressões é que elas vêm carregadas de teor emocional, o que normalmente nos leva a tomar decisões erradas e equivocadas, coisas das quais nos arrependeremos depois.

    Em Lc 8, Jesus fala da parábola do semeador e dos tipos de semente. No versículo 14, aborda o nosso dia-a-dia: "As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem". Sim, todos têm preocupações mas temos a opção de não nos entregarmos a elas.

    Pode-se afirmar: "mas é impossível não me preocupar, eu tenho que resolver isso etc etc". O problema de fixarmos nossos olhos naquilo que é terreno é o afastamento de Deus que isso traz. Quanto mais nos enchemos de coisas deste mundo, pouco espaço daremos a Deus e depois estaremos frios, duros, andando em círculos sem saber por quê.

    Se isso condiz com sua condição atual, eis o que a Palavra fala em vários pontos: Persista, permaneça! Se nossas raízes não receberem o alimento de Deus, receberão o alimento do mundo, que não leva à vida (basta ver para onde o mundo está indo). Assim, quanto mais deixamos que as coisas do mundo nos dominem, menos conseguiremos andar na presença de Deus que nos dá paz. Jó 14, 7-9 diz: “Para uma árvore há esperança; se for cortada, brota de novo e torna a viver. Mesmo que as suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova."

    O fruto da persistência até demora, mas ele chega com grande sabor

    sexta-feira, 11 de setembro de 2009

    Priorizando prioridades

    Em tempos de excesso de tarefas e aparente escassez de tempo, nada melhor que um post sobre "Prioridades". A inspiração para este assunto veio quando li o post de mesmo título do amigo Cleyton Hort. Deus usa uma infinidade de ferramentas para falar conosco e naquele dia, usou este texto.

    É normal que nos encontremos cheio de tarefas e extenuados, pois querer ter o controle de tudo é algo que vem da natureza carnal e caída do ser humano. Mas nem por isso tal situação é aceitável, pois isso não faz parte do plano de Deus. Quando nos vemos sufocados, atarefados, normalmente criamos jugos para nós mesmos, invertemos conceitos, distorcemos verdade e ainda por cima achamos que sabemos de nossos limite do que Deus. Nessas situações, não permitimos que Deus cuide de nós, não queremos ouvir Suas orientações, queremos apenas convencê-Lo de que precisamos fazer tudo aquilo que pensamos que é necessário. Às vezes até existe um certo legalismo, visto que um de seus objetivos é agradar mais a pessoas do que a Deus.

    O mesmo vale para qualquer outro aspecto da vida, pois isso que a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4, 12), ela vale até hoje e valerá para sempre (Hb 13,8). Como já citei no último post, essas horas de agitação são próprias para refletirmos com calma no rumo que damos à nossa vida e não para buscarmos preencher nossas vazios com coisas deste mundo. "A pessoa que se mantém calma é sábia, mas a que facilmente perde a calma mostra que não tem juízo" (Pv. 14.29)

    quarta-feira, 9 de setembro de 2009

    Corações distraídos

    Ao longo da vida, certamente alguém já tentou focar em algo e não conseguiu. Momentos depois, ao perceber que perdeu o rumo do caminho correto, viu-se perdido e sem saber como voltar. No livro "Simplesmente como Jesus", Max Lucado aborda sobre corações distraídos, corações que deveriam trilhar um determinado caminho mas que estão sem a devida orientação.
    Por mais difícil que pareça, boa parte da solução estão nos hábitos que temos, e para mudá-los somente através da renovação da mente (Rm 12, 2). Isso não se compra, não se adquire, não se molda, não se obtém à força, é algo mais profundo, que afeta nosso coração, justamente aquilo que Deus deseja que entreguemos a Ele.

    "A vida já é dura por si mesma. E fica mais dura quando nos dirigimos na direção errada. Uma das incríveis capacidades de Jesus foi de manter a direção rumo ao alvo. Sua vida nunca saiu do trilho. Nem uma única vez o encontramos caminhando do lado errado da pista.". Essa é uma das citações do livro que mais evidencia a necessidade de um Salvador para o ser humano. Sem este salvador, todo ser humano tenta viver como deus: às suas próprias forças, com seus próprios princípios, achando que tem controle de tudo.

    E como deveríamos conduzir nosso coração? Max Lucado responde: "Se o coração é uma estufa e nossos pensamentos são sementes, não deveríamos ter cuidado com o que semeamos? Não
    deveríamos ser seletivos a respeito das sementes que permitimos entrar na estufa? Não deveria haver um sentinela na porta?" (...) "Dois motoristas estão presos no mesmo congestionamento de
    trânsito. Um deles ferve de cólera, pensando: Meu horário está arruinado. O outro lança um suspiro de alívio: Boa oportunidade para andar mais devagar. Duas mães enfrentam a mesma tragédia. Uma fica destruída: Nunca vou me recuperar disto. A outra está decaída, porém decidida: Deus me ajudará a continuar em frente. Dois executivos enfrentam o mesmo êxito. Um dá a si mesmo tapinhas nas costas e fica petulante. O outro dá crédito a Deus e
    seu agradecimento aumenta. Dois maridos cometem o mesmo erro. Um, amargamente, tem
    certeza de que ultrapassou o limite da graça de Deus. O outro, com gratidão, dá por certo que descobriu uma nova profundidade da graça de Deus."

    Pra finalizar, Max Lucado faz uma bela comparação da nossa mente com uma casa que foi entregue aos nossos cuidados. "Vamos supor que eu peça a você que cuide de minha casa enquanto eu saio de viagem. Você promete manter tudo em ordem. Mas quando eu regresso encontro o lugar arruinado. O tapete está destroçado, as paredes enlameadas, os móveis destruídos. Sua explicação não ajuda em nada: uns motoqueiros vieram e precisavam de um lugar para se alojar. Depois, o time de futebol ligou procurando um lugar onde fazer uma festa. Ah, também ligou o clube da irmandade, procurando um lugar onde pudesse celebrar as cerimônias de iniciação. Como dono, eu tenho uma pergunta: 'Você não sabe dizer não? Esta não é sua casa. Você não tem o direito de permitir que entre qualquer um que queira entrar'."

    Finalizo citando Pv 4:27: "Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.", e não somente retirar o pé do mal, como também afastar de toda aparência do mal (1Ts 5:22: "Abstende-vos de toda aparência do mal"). Pois, em toda a vida "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." (Pv 14:12)

    quarta-feira, 26 de agosto de 2009

    Recomeçar e seguir em frente: sempre necessário!

    Manos,

    Li o texto "A benção de recomeçar", do blog Crer e Pensar e gostaria de compartilhar com vocês porque na vida passamos muito mais tempo esperando e passando por provações do que recebendo. Por isso, precisamos saber como agir durante o período de espera, para não perder tempo tal como a nação de Israel rodeando o monte Horebe (Dt 1, 6) ou os dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24).
    É nos períodos de crise que temos grandes experiências com Deus e só podemos conhecê-Lo assim, através de experiências. Não adianta estudarmos sobre Deus sem querer buscá-Lo verdadeiramente.
    E para você que está recomeçando algo hoje ou precisará recomeçar algo (e isso certamente acontecerá), deixo os seguintes versículos para meditação:

    Hb 10:39: "Nós não somos gente que volta atrás e se perde. Pelo contrário, temos fé e somos salvos."
    Pv 24:16: "Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal."
    2Co 12:9: "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."

    sexta-feira, 17 de julho de 2009

    Quando os planos não dão certo!

    Não são poucas as vezes em que planejamos algo e isso não dá certo.

    A despeito de nossa revolta, o que Deus diz sobre tudo isso?

    1 - Tudo isso trabalha para o nosso bem (Rm 8, 28), por isso a Bíblia diz em 1Ts 5, 18: “e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.”

    2 - É necessário que busquemos contentamento nas situações, pois todos sempre teremos problemas por toda a vida (Jo 16, 33), mas por outro lado sempre temos algo pra agradecer a Deus, nem que seja por mais um dia de vida. Veja o que Paulo diz em Fp 4, 12: “Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco.”

    3 - Nem sempre os nossos planos são os planos de Deus (Is 55, 8-9), assim como os nossos caminhos nem sempre são os caminhos dEle e tampouco os nossos pensamentos são os pensamentos dEle (Jr 29, 11). Para tudo isso, vale a pena ler o que está em Tg 4, 14-15: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo.’ ”

    Um bom dia e que todos nós diminuamos para que Ele possa crescer, que eu não estava vivo hoje, mas que Ele viva em mim

    domingo, 12 de julho de 2009

    O martírio pelo controle de tudo

    Nós, seres humanos, temos algo chamado orgulho e sabedoria humana, que não nos permite naturalmente glorificar a Deus e submeter nossa vontade a Ele. E por que digo isso? Porque sempre achamos que sabemos de tudo. Romanos 1: 21-22 fala claramente sobre isso:

    1.21: "Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
    1.22: "Eles dizem que são sábios, mas são tolos."

    Também não podemos ver nada fora do lugar, ou então enfrentar situações adversas que nos incomodam há tempo, pois logo já estamos murmurando: "Isso de novo?", "Quando tudo vai passar?", "Eu não agüento tanto problema". E sabemos que a vida sempre apresentará problemas, Jesus já alertava isso em Jo 16:33.

    A partir dessa brecha vem a vontade de controlar tudo, o perfeccionismo e a tentativa de fuga e negação da dor, e conseqüentemente, da realidade, pois a realidade contém dores. E sabendo quais os passos para nos livrarmos desse vício, entramos numa ansiedade por cumprir os mesmos, criando um círculo vicioso, um martírio e um complexo de culpa, gerando sentimentos negativos que nunca levam à vitória. Daí não é de se surpreender de ver o quanto estamos dominado por medos injustificáveis em determinados momentos. A dúvida passou a reinar apesar de existir a verdade, o equilíbrio já não existe porque a esperança e o alvo nos foram furtados.

    Porém sabedoria humana, esforço próprio, autoconfiança e decisões pessoais não são suficientes pra lidarmos com nossas vidas. É necessário o Deus invisível mas real, pois tudo que podemos ver se deteriora. Não adianta apelarmos para a ciência e para o mundo natural a fim de construirmos nosso caminho, pois elas são somente uma parte da realidade e não explicam tudo.

    Então, que tal largarmos a impaciência, sensibilidade e irritabilidade (geradas pelos males supracitados e que não são fruto do Espírito) para nos rendermos a Deus e lutar não por força ou violência mas pelo Espírito (Zc 4:6)? Só assim o orgulho humano se submeterá a Deus e ao seu devido propósito!

    Uma abençoada semana, um dia de cada vez (Mt 6, 34) e agradecendo em todas as circunstâncias (1Ts 5:18)