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    domingo, 12 de julho de 2009

    O martírio pelo controle de tudo

    Nós, seres humanos, temos algo chamado orgulho e sabedoria humana, que não nos permite naturalmente glorificar a Deus e submeter nossa vontade a Ele. E por que digo isso? Porque sempre achamos que sabemos de tudo. Romanos 1: 21-22 fala claramente sobre isso:

    1.21: "Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
    1.22: "Eles dizem que são sábios, mas são tolos."

    Também não podemos ver nada fora do lugar, ou então enfrentar situações adversas que nos incomodam há tempo, pois logo já estamos murmurando: "Isso de novo?", "Quando tudo vai passar?", "Eu não agüento tanto problema". E sabemos que a vida sempre apresentará problemas, Jesus já alertava isso em Jo 16:33.

    A partir dessa brecha vem a vontade de controlar tudo, o perfeccionismo e a tentativa de fuga e negação da dor, e conseqüentemente, da realidade, pois a realidade contém dores. E sabendo quais os passos para nos livrarmos desse vício, entramos numa ansiedade por cumprir os mesmos, criando um círculo vicioso, um martírio e um complexo de culpa, gerando sentimentos negativos que nunca levam à vitória. Daí não é de se surpreender de ver o quanto estamos dominado por medos injustificáveis em determinados momentos. A dúvida passou a reinar apesar de existir a verdade, o equilíbrio já não existe porque a esperança e o alvo nos foram furtados.

    Porém sabedoria humana, esforço próprio, autoconfiança e decisões pessoais não são suficientes pra lidarmos com nossas vidas. É necessário o Deus invisível mas real, pois tudo que podemos ver se deteriora. Não adianta apelarmos para a ciência e para o mundo natural a fim de construirmos nosso caminho, pois elas são somente uma parte da realidade e não explicam tudo.

    Então, que tal largarmos a impaciência, sensibilidade e irritabilidade (geradas pelos males supracitados e que não são fruto do Espírito) para nos rendermos a Deus e lutar não por força ou violência mas pelo Espírito (Zc 4:6)? Só assim o orgulho humano se submeterá a Deus e ao seu devido propósito!

    Uma abençoada semana, um dia de cada vez (Mt 6, 34) e agradecendo em todas as circunstâncias (1Ts 5:18)

    quarta-feira, 8 de julho de 2009

    Ele quer tudo de você, principalmente o seu coração

    Estava vendo o vídeo abaixo no YouTube e me chamou a atenção alguns pontos que Paul Washer enfatiza:

    - Somos pó: isso já é falado no Salmo 103 e é importante termos isso em mente para não nos apegarmos às riquezas desse mundo, principalmente ao dinheiro, uma vez que o amor ao dinheiro (e não o dinheiro em si) é a raiz de todos os males (1Tm 6, 10). E se a preocupação de Jesus fosse com o "ter" (e não com o "ser") todos nós nasceríamos ricos
    - A conversão é um trabalho árduo: realmente, não há "formula mágica" para conhecermos a Cristo se não for pela fé e por abrir nosso coração àquilo que parece loucura ao mundo (1Cor 2)
    - O arrependimento deve ser algo constante: ora, se somos novas criaturas e somos falhos, sempre teremos algo a melhorar e conseqüentemente algo do que se arrepender. E se alguém acha normal "esfriar", perder aquela paixão por Cristo que havia no início da conversão, dê uma olhada em Ap 2
    - Paul Washer também afirma que o Espírito Santo não está mais presente nos ministérios e a Bíblia fala em 1Ts 5, 22 para não extinguirmos o Espírito Santo. Que possamos entender que é ele quem nos molda conforme o propósito de Deus, e não o esforço humano, e que, desta forma, nos rendamos ao Espírito Santo
    - Esta Paul Washder não falou, mas Neil Barreto falou na pregação "O imensurável amor de Deus": "Tudo que podemos pegar se deteriora". Então por que não nos render ao Deus invisível mas real e amoroso?

    Segue vídeo abaixo:


    quarta-feira, 1 de julho de 2009

    Valorizar as pequenas coisas da vida

    Quando pensamos nas menores e mais singelas coisas e fatos da vida, vemos quão valoroso tudo isso é, mas também quão efêmero isto é de modo que não podemos fazer nada para que isso seja eterno. E mesmo assim achamos que tudo isso é normal!

    Ledo engano: as aparências enganam, nossos sentimentos são traidores, as impressões e máscaras caem, achamos que estamos certo mas no fim estamos errados. Enfim, definitivamente não podemos confiar em nós mesmos (digo isso no contexto de potencial humano para realizarmos o que achamos certo)

    Isso tudo me veio à mente quando li o texto do colega Clóvis "As coisas pequenas"! Pena que valorizamos quando perdemos ou estamos à beira de perder algo. Imagine alguém que sofreu com suspeita de câncer mas isso não se confirmou. Que livramento e que valor essa pessoa dará à vida em tal instante!

    Até quando vamos aprender e entender que não somos auto-suficientes? E quando as coisas dão certo, não é porque isso é normal e é o mínimo que merecemos, mas na verdade é a benção e a misericórdia de Deus nas nossas vidas possibilitando que vivamos tais momentos. Afinal, sem Deus o ser humano não faz sentido.